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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

25.Nov.08

Governo não sai dos 2,9 por cento

 

 


 


 


 

As estruturas sindicais da função pública e o Governo voltam a sentar-se hoje à mesa de negociações para discutir os aumentos salariais para 2009. As negociações salariais terminam hoje, mas a possibilidade de obtenção de um acordo parece impossível para os sindicatos.


Fonte do Ministério das Finanças afirmou à agência Lusa que poderá haver uma negociação suplementar, por iniciativa sindical.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, a Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e os Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) pedem aumentos entre os 3,5 e os 5 por cento, para recuperar o poder de compra perdido pelos trabalhadores públicos nos últimos anos.

 

O Executivo propõe aumentos de 2,9 por cento e uma subida de 4 cêntimos no subsídio de refeição (para 4,27 euros).

À entrada para a reunião, Ana Avoila, representante da Frente Comum, afirmou à RTP que vai exigir ao Executivo que os trabalhadores não continuem a sofrer as falhas sucessivas de inflação previstas.

 

“Nós vamos exigir ao Governo que no caso de a inflação prevista não de concretize, fique na acta, que o Executivo corrige imediatamente. Porque não faz sentido que os trabalhadores das Função Pública continuem a sofrer as falhas sucessivas de inflação previstas”, afirmou Ana Avoila.

 

“O Governo diz que este ano os trabalhadores vão recuperar o poder de compra naturalmente. Nós não acreditamos. O ano passado não recuperaram, pelo contrário, o Governo comprometeu-se e não cumpriu”.

 

A representante da Frente Comum revelou que no caso de não haver acordo entre os sindicatos e o Governo, “no primeiro trimestre do próximo ano com certeza que vai haver uma grande acção de luta na rua, ou greve ou manifestação, ou outras formas que os trabalhadores entenderem”.

A Frente Comum foi a primeira estrutura sindical a ser recebida no Ministério das Finanças.