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PSD contra aumento de 2,9% na função pública

por A Formiga, em 23.01.09

Crise. António Borges considera que competitividade das empresas está em risco

Social-democrata defende que aumento terá impacto negativo na economia

O vice-presidente do PSD António Borges afirma ao DN que o aumento anunciado pelo Governo para a função pública de 2,9% "é uma medida eleitoralista", que vai "ter um impacto muito negativo na economia portuguesa".

 

O economista sublinha que, em anos muito mais favoráveis, o Executivo não deu aumentos deste montante aos funcionários públicos. "Eles merecem muito mais, mas só num contexto de reforma da Administração Pública que, foi prometida, mas não foi feita."

 

Na sua opinião, se o aumento de 2,9% for a fasquia seguida pelo sector privado, será "a machadada final na competitividade" das empresas, numa altura em que é essencial estimulá-la. "Na conjuntura actual este aumento pode ser muito nefasto para a manutenção do emprego."

O ex-secretário de Estado do Orçamento de António Guterres, António Nogueira Leite partilha da mesma visão. "Muitos portugueses vão confrontar-se com o facto de já não terem emprego no final do ano e, por isso, é preciso parcimónia nos recursos", defende. Ora, sublinha, "são logo os portugueses que têm o emprego garantido que vão ter os maiores aumentos".

 

Contesta a ideia de que estes aumentos vão estimular o consumo e com ele a economia. Afirma ainda que por uma questão de justiça social não se pode favorecer os que, por natureza, estão mais favorecidos num ano em que os outros portugueses estão mais fragilizados.

 

Nogueira Leite acredita que a esquerda do Partido Socialista tenha aplaudido esta medida de José Sócrates. "Mas o centro direita têm a obrigação de falar verdade aos portugueses, de lhes dizer que esta política eleitoralista nos salários não faz sentido".

E assume que é preciso coragem política por parte do PSD, num ano marcado por três actos eleitorais, incluindo umas legislativas, para falar verdade sobre a situação económica do País. "Estamos numa situação única de crise. Ou os partidos falam verdade ou são mais do mesmo. Ou os portugueses vêem que há alternativas ou acabamos num plebiscito ao PS."

 

O economista, que apoiou Pedro Passos Coelho nas directas de 31 de Maio do ano passado, lança uma crítica indirecta à líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite: "Discutir o engenheiro Sócrates e o TGV é importante, mas é pouco."

Fonte DN (aqui)

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