Governo poupa nos salários dos funcionários à custa de mais contratos a termo
Nos últimos quatro anos, o Governo conseguiu reduzir o peso das despesas com pessoal sobre a economia. mas equanto a factura salarial baixava nos funcionários do quadro e nos que têm contratos por tempo indeterminado, os gastos com os chamados contratos "precários" registaram um disparo entre 2005 e o ano passado.
Na edição de hoje, o Negócios faz um balanço das reformas que foram feitas na Administração Pública nesta legislatura, não deixando de apresentar uma perspectiva mais a longo prazo, neste caso dos gastos com o pessoal na última década.
Além do já habitual protagonista, o Negócios entrevistou ainda Pedro Camões, professor de Administração Pública na Universidade do Minho sobre o balanço do que foi feito e das suas consequências na máquina do Estado.
No que toca às propostas eleitorais, a análise do Negócios permitiu concluir que os partidos com maior expressão na vida política portuguesa prometem continuar a reestruturar o sector público, mas com modelos distintos. CDS/PP quer definir quais os cargos de dirigentes que devem ser escolhidos por confiança política, enquanto Louçã e Jerónimo desejam acabar com os contratos individuais de trabalho e aumentar os vencimentos dos trabalhadores nos próximos 4 anos .
Gastos com pessoal têm vindo a reduzir-se
Evolução do peso das despesas com salários da função pública no PIB

Fonte Jornal de Negócios (aqui)