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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

17.Fev.10

Gestores públicos recebem mais prémios em 2010

Contratos com remuneração variável dispararam nas empresas públicas. Finanças defendem faseamento no pagamento de prémios

 

O número de gestores das empresas públicas com direito a prémios deverá subir em 2010. Esta é uma consequência do maior número de contratos de gestão por objectivos assinados entre o Estado e as empresas públicas. Entre 2008 e o ano passado, a percentagem de empresas do Estado que tinham contratualizado a gestão por objectivos disparou de 26% para 79%, de acordo com o relatório do sector empresarial do Estado de 2009. Em meados do ano passado tinham sido fixados objectivos de gestão e ou contratos de gestão para 70 empresas. 

Isto significa que os gestores dessas empresas passarão a ter direito a remuneração variável, se tiverem atingido os objectivos fixados pelo Estado. Nesta situação estão, por exemplo, a Estradas de Portugal (EP) e a Carris, cujos contratos prevêem o pagamento de remuneração variável que pode ir até 35% dos salários-base dos administradores executivos auferidos num ano. A decisão final de atribuir, pela primeira vez, prémios de gestão nestas empresas cabe, contudo, ao accionista público.


Questionado sobre os efeitos dos novos contratos de gestão num ano em que o governo quer congelar os salários dos funcionários públicos, fonte oficial do Ministério das Finanças esclarece: "As compensações por desempenho contratadas são devidas se os objectivos forem atingidos, tal como sucede com os prémios de desempenho na função pública que não foram suspensos." As Finanças realçam, porém, que "mantém orientações de moderação nas remunerações fixas" (ou seja, não actualização ou congelamento) e acrescenta que se "acautelará o diferimento (faseamento) de parte da remuneração variável de acordo com as melhores práticas". 


No entanto, o impacto no aumento das remunerações totais irá depender da performance económica e financeira destas empresas em 2009, que em alguns casos foi penalizada pela crise económica. Ainda assim, os dados do terceiro trimestre do sector empresarial do Estado apontam para uma melhoria de 37% no resultado e um acréscimo de 2,6% nos resultados operacionais no universo das empresas públicas. 


Gestão da Estradas com prémio

No caso da EP, soube o i, foi já decidido atribuir uma remuneração variável na ordem de 27% em relação ao salário-base, relativo aos resultados de 2008. Contudo, ainda não foi pago porque falta a luz verde final do accionista Estado. O prémio em causa no caso do presidente da empresa, Almerindo Marques, é de 193,9 mil euros anual (o que dará um extra da ordem dos 50 mil euros).


A decisão é justificada pelo cumprimento de objectivos, entre os quais a redução de custos, o número de quilómetros de estrada abertos e os lucros, de 53,3 milhões de euros. A demora na decisão é explicada, na situação, pelo facto de as contas de 2008 da EP só terem sido aprovadas em Dezembro de 2009. Só depois é que a remuneração variável pode ser decidida e fundamentada, uma decisão que passa ainda pelo conselho fiscal, pela comissão de remuneração da empresa e pela deliberação final do accionista. A EP terá também alcançado as metas fixadas para 2009, com os lucros a superarem os 80 milhões de euros, já anunciados por Almerindo Marques no Parlamento, pelo que deverá haver lugar a prémios.


Na Carris, as metas previstas para 2009 também foram cumpridas. O pagamento de remuneração variável será proposto ao accionista na próxima assembleia- -geral, nos termos do contrato assinado, explicou ao i o presidente, Silva Rodrigues. 


ANA (Aeroportos de Portugal), Águas de Portugal (AdP) e Parpública são outras empresas cujos indicadores semestrais mostram uma melhoria dos resultados. Já os CTT e a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que pagaram prémios no passado, evidenciam, segundo os últimos dados disponíveis do terceiro trimestre, uma descida nos lucros, embora este não seja o único critério de atribuição de prémios. 


Só seis empresas com bónus em 2008

Segundo dados fornecidos pelas Finanças ao i no Verão, apenas seis das 80 empresas públicas pagaram bónus aos administradores pelo desempenho em 2008 e 2007. Na altura, o secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, atribuiu o valor residual ao facto de a maioria dos contratos não estar em vigor desde o início de 2008. Este número subiu muito em 2009. 


Os bónus atingiram no ano passado os 3 milhões de euros: CGD, AdP e Agência Nacional de Compras entregaram em 2008, a título de remuneração variável, 1,3 milhões de euros. Os gestores da Parpública e da ANA receberam no ano passado 1,6 milhões de euros relativos à gestão de 2007. De fora destas contas está a TAP, que pagou em 2009 prémios relativos ao desempenho no exercício de 2006. 


Mas se para as Finanças não está em causa o não pagamento dos prémios de gestão devidos, até porque isso seria uma violação dos contratos individuais assinados com os administradores e do decreto-lei que define o estatuto do gestor público, a verdade é que o pagamento pode demorar bastante a ser feito, até porque em alguns casos é diferido no tempo. Na EP ainda não foram processados os prémios relativos a 2008. A ANA e a Parpública só receberam no ano passado a remuneração variável relativa ao exercício de 2007.

Fonte Jornal i (aqui)

 

 

12.Fev.10

Governo ignora negociação colectiva

Trabalhadores não aceitam mais imposição


Depois de, no passado dia 9 de Fevereiro, o Governo ter dado o pior mote possível para o início da Negociação Geral Anual, confirmando o congelamento salarial e de todas as restantes matérias de incidência pecuniária para todos os trabalhadores da Administração Pública, veio agora a público a notícia de que essa será a tendência a seguir pelo Executivo até 2013.


Este anúncio é inaceitável, não só pelo conteúdo mas também pela forma, visto ser uma infracção clara e descarada da negociação colectiva, direito consagrado e protegido pela Lei portuguesa.


Mais uma vez, os trabalhadores da Administração Pública são compulsivamente levados a estar na primeira linha da guerra contra um défice público cuja situação não foi de maneira nenhuma por eles criada.


O SINTAP considera incompreensível e inaceitável que o Governo continue a eleger os trabalhadores e as medidas mais fáceis de tomar como primeiras opções para a tentativa de remediar erros de gestão.


Os salários dos trabalhadores não são desperdício. As famílias que dependem desses salários são, na sua grande generalidade, famílias de classe média, média baixa e de classe baixa. E todas elas têm vindo a assistir ao declínio das suas condições de vida.


Os trabalhadores da Administração Pública já muito se sacrificaram pelo combate ao défice. Deram o seu esforço, o seu suor, o seu trabalho, muitas vezes sem ser pago, muitas vezes em prejuízo da sua vida pessoal em prol do bem comum. E os resultados foram inclusivamente louvados pelo Ministro das Finanças, já que em muito contribuíram para o tão desejado e aclamado equilíbrio das contas públicas.


Antes de prejudicar os trabalhadores o Governo devia, sem demoras e sem pudores, atacar as despesas imorais que todos os dias são feitas a todos os níveis da Administração. Os trabalhadores da Administração Pública não aceitam ser eles a pagar a crise. Esta é, mais do que nunca, uma ocasião para todos os trabalhadores se unirem em torno de causas comuns.


A estrutura sindical do SINTAP, bem como a Frente Sindical da qual faz parte (FESAP), reunirão brevemente tendo em vista a adopção de formas de luta adequadas à ofensiva agora desencadeada pelo Governo contra a melhoria das suas condições de vida.

 

12.Fev.10

SINTAP Reúne com CM Alenquer

 O SINTAP reuniu com o Presidente da Câmara Municipal de Alenquer no passado dia 9 de Fevereiro, em cima da mesa estavam as questões que mais preocupam os trabalhadores, tais como, a o posicionamento salarial, opção gestionária e as condições de trabalho (refeitórios e vestuário). 


O Edil ficou de estudar a proposta do SINTAP em criar uma Comissão Paritária por Carreira, uma vez que desta forma abrangerá transversalmente todos os trabalhadores. 


O SINTAP por sua iniciativa e com a concordância do . Presidente da Câmara irá propor um Acordo Colectivo de Entidade Pública Empregadora. Com este instrumento, caso seja a vontade das partes, serão solucionados os problemas relacionados com o trabalho suplementar dos motoristas do transporte escolar, jornada continua, etc...

Foi também discutida a aplicação da opção gestionária aos trabalhadores não docentes das escolas integradas no município. 

 

 

12.Fev.10

Nova era de perda de poder de compra à vista no Estado

 Poderá haver uma repetição do que tem acontecido aos funcionários públicos desde 2000


Se se vier a confirmar a intenção do Governo de não permitir aumentos reais na função pública até 2013, os trabalhadores do Estado vão registar, num período de 14 anos, 13 em que a sua actualização salarial ficou abaixo da inflação.

A possibilidade de o Governo vir a incluir na actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento, a garantia de que não haverá aumentos reais de salários até que se atinja um valor do défice inferior a três por cento em 2013, como prometido a Bruxelas, foi avançada pelo "Diário Económico", na sua edição de ontem, mas não foi confirmada pelos membros do Governo. 

A verificar-se, não será mais do que uma repetição do cenário vivido na Administração Pública durante a quase totalidade da última década. Em algumas ocasiões foram as previsões de inflação do Governo que falharam drasticamente, noutras foi a opção de limitar o crescimento da massa salarial da função pública, mas o resultado foi quase sempre o mesmo: os funcionários públicos que não conseguiam uma promoção ou uma subida de escalão perdiam invariavelmente poder de compra.

Depois de um final dos anos 90 em que o Estado foi mais generoso, os primeiros sinais de contenção surgiram no ano 2000, quando um aumento salarial de tabela de 2,5 por cento não chegou para compensar uma variação dos preços na economia de 2,9 por cento.

A partir daí e até 2009, a tendência manteve-se, acentuando-se as perdas do poder de compra quando, entre 2005 e 2007, o congelamento dos salários nominais foi prática corrente.

O ano de 2009 foi a grande excepção. Ao fim de nove anos, e apesar da crise financeira internacional, o Governo animou-se com a correcção conseguida no défice público e com as eleições, garantindo um aumento salarial de 2,9 por cento, quando a taxa de inflação acabou por ficar, pela primeira vez em cinquenta anos, abaixo de zero.

Sector privado sob ameaça

No sector privado, é mais difícil verificar o que tem acontecido aos salários reais ao longo dos últimos anos. Os dados disponíveis dizem respeito às actualizações salariais decididas no âmbito de convenções laborais sectoriais. Uma parte muito grande dos trabalhadores não está incluída neste lote.

Ainda assim, é possível verificar, nos números disponibilizados pelo Ministério do Trabalho que durante a última década, os aumentos salariais no sector privado estiveram em linha com a inflação verificada, umas vezes com aumentos do poder de compra, outras vezes com perdas. Em 2009, também se verificou um ganho real significativo, relacionado com a queda quase inédita da inflação.

A questão que muitos portugueses agora colocam é se o facto de, em 2010, o Governo já ter decidido congelar os salários dos funcionários públicos e de poder estar prestes a anunciar a suspensão dos aumentos reais por mais três anos significa que, no sector privado poderá acontecer alguma coisa semelhante.

Os estudos académicos feitos sobre esta matéria revelam que existe uma relação moderadamente forte entre as actualizações salariais decididas no sector público e aquelas que, depois, são aplicadas no sector privado.

No entanto, muitos factores influenciam esta relação. Em especial, nas empresas, as actualizações salariais levam mais em conta a sua situação financeira específica ou do sector.

Governo não confirma

Ontem no Parlamento, a discussão da proposta de Orçamento do Estado - aprovada na generalidade, com as abstenções do PSD e do CDS - ~foi largamente ocupada pela possibilidade de um prolongamento da perda do poder de compra dos funcionários públicos. 

PCP e Bloco de Esquerda criticaram a política de contenção salarial do Governo. PSD e PP exigiram que o Executivo discuta aquilo que está previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento que será entregue em Bruxelas até ao final do mês. Pelo lado da bancada governamental, o ministro Jorge Lacão afirmou ser "uma especulação" a notícia da não existência de aumentos reais até 2013: "Vou responder de maneira muito singela: as noticias que aludem são especulações. E eu espero bem que a Câmara não se ocupe de especulações".

Fonte Público (aqui)


Sindicatos da função pública juntam-se para greve geral

 

O congelamento dos salários reais até 2013, noticiado pelo Diário Económico, foi a gota de água. Todos os sindicatos da função pública vão aderir à greve.


A Função Pública vai fazer greve geral no próximo dia 4 de Março, o que não acontecia há quase três anos, apurou o Diário Económico. As duas organizações sindicais da UGT e a estrutura da CGTP, que já tinha avançado com esta data para uma paralisação sozinha, estão em conversações e tudo indica que irão unir-se e que os trabalhadores do Estado vão paralisar o país nesse dia.


A gota de água foi a notícia, avançada ontem pelo Diário Económico, de que o Governo se prepara para congelar os aumentos reais dos salários da Função Pública até 2013. "Este novo dado veio dar mais razão e vontade para encontrarmos formas de luta à altura das circunstâncias", salientou o dirigente da Frente Sindical da UGT (Fesap), José Abraão.


O dirigente sindical reagia assim ao Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para 2010-2013, que será apresentado dentro de duas semanas, e que deverá definir o congelamento de ganhos reais do poder de compra dos funcionários públicos, durante quatro anos. Na melhor das hipóteses, os aumentos salariais até 2013 serão iguais à inflação prevista para cada um dos anos.

Fonte Económico (aqui)

11.Fev.10

Governo congela salários reais da função pública até 2013

 A medida vai fazer parte do Programa de Estabilidade e Crescimento que será entregue a Bruxelas.


Os funcionários públicos não vão poder contar com ganhos reais do poder de compra até 2013. A medida vai fazer parte do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), que o Governo apresenta dentro de duas semanas, um documento que é visto pelas agências de ‘rating' como essencial para evitar uma revisão em baixa do risco atribuído à dívida pública portuguesa.


O Diário Económico apurou que o PEC vai prever uma política de moderação salarial para a Função Pública até 2013, com metas definidas sobre o peso da factura com pessoal no total da despesa do Estado, e que na melhor das hipóteses haverá uma actualização salarial igual à inflação prevista até àquele ano.


Aliás, para o Governo só haverá a possibilidade de avançar com um crescimento de salários acima da inflação, se conseguir mais rapidamente alcançar os objectivos do défice. O Ministério das Finanças disse ao Diário Económico que "face ao desafio de consolidação orçamental que temos pela frente, antecipa-se, um período de particular contenção e rigor redobrado nos próximos anos". "Em linha aliás com o que aconteceu na legislatura anterior, até ao momento em que alcançámos o défice mais baixo da democracia portuguesa, em 2008, precisamente", acrescentou. De facto só em 2009 os funcionários públicos viram os salários crescer acima dos preços.

Fonte Económico (aqui)


Sindicatos indignados com salários congelados até 2013

 

Salários reais congelados até 2013. O Ministério das Finanças não comenta e os sindicatos estão indignados.

Um «cenário inimaginável», diz o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, «uma medida inaceitável», reage a FESAP, indignados com a notícia de que, até 2013, não haverá aumentos reais dos salários para os trabalhadores da Função Pública.

 

A medida, ao que avança esta manhã o Diário Económico, faz parte do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que o Governo vai entregar em Bruxelas dentro de duas semanas, o que significa que, depois do congelamento salarial deste ano, na melhor das hipóteses e até ao final da legislatura os ordenados vão ter uma subida igual à da taxa de inflação.

Nobre dos Santos, da FESAP, avisa que nunca aceitará esta medida e adianta que esta é a primeira vez que ouve falar num congelamento dos salários reais até 2013.

«Quanto tivemos reunião com o Governo o que confrontámos foi com a posição de intransigência relativamente ao ano de 2010, nunca se falou de outro ano», afirma.

No mesmo sentido, o líder do sindicato dos quadros técnicos do Estado, Bettencourt Picanço fala num cenário «inimaginável» e «numa surpresa total», considerando este «um indicar preocupando para o futuro».

 

Ao contrário, Ana Avoila, da Frente Comum, adianta não ter ficado surpreendida com esta notícia e promete luta firme.

Contactado, esta manhã pela TSF o Ministério das Finanças diz que para já não quer fazer qualquer comentário.

Fonte TSF (aqui)

10.Fev.10

Gregos protestam na rua

Milhares de funcionários públicos gregos manifestaram-se hoje no centro de Atenas contra as medidas de austeridade que o Governo tenciona impor para travar a crise económica em que a Grécia mergulhou.


 


 

 

Tal como o SINTAP, também a FSESP – Federação Sindical Europeia dos Serviços Públicos – apoia a greve geral da Função Pública que paralisa hoje a Grécia, numa contestação contra as medidas do Governo para combater a crise. Concentraram-se nas ruas milhares de manifestantes para demonstrar o seu desagrado perante o congelamento dos salários proposto pelo governo e para responsabilizar a banca e as grandes empresas pela crise que tem levado a Grécia a uma situação de incumprimento das imposições europeias.

 

Desta forma, apoiamos os trabalhadores do sector público que, em diversos pontos da Europa (Grécia, Alemanha, Irlanda, Países-Baixos), têm levado a cabo acções de protesto em defesa de serviços públicos de qualidade. Embora não sejam responsáveis pela crise internacional financeira e económica que tem forçado os governos europeus a tomar medidas urgentes e radicais para manter as suas economias, é actualmente aos trabalhadores da Administração Pública que se pede para pagar a factura. 


 

10.Fev.10

SIADAP. Ponderação curricular

Critérios e procedimentos para a realização da ponderação curricular

Foi publicado no Diário da República n.º 26, 2.ª série, suplemento, de 8 de Fevereiro de 2010, o Despacho Normativo n.º 4-A/2010 que estabelece os critérios a aplicar na realização da ponderação curricular prevista no art.º 43.º da Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro (SIADAP), bem como os procedimentos a que a mesma deve obedecer. O presente despacho é aplicável às avaliações por ponderação curricular efectuadas a partir de 1 de Janeiro de 2010.

09.Fev.10

Um abismo a separar SINTAP e Governo

 

 

Negociação Geral Anual 2010

 

O SINTAP esteve hoje reunido com o Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento e com o Secretário de Estado da Administração Pública, no Ministério das Finanças, em Lisboa, tendo em vista a realização da primeira reunião no âmbito da Negociação Geral Anual, que teve como temas centrais os aumentos salariais para 2010 e a calendarização do processo negocial.

 

Não obstante o SINTAP ter reiterado a sua abertura e postura de sempre para a discussão e negociação das restantes matérias constantes do seu Caderno Reivindicativo, as propostas formais do

Governo de congelamento salarial e das restantes matérias de incidência pecuniária, bem como as propostas relativas à convergência do regime de aposentação da Administração Pública com o regime geral da Segurança Social cavam um abismo entre as partes impossível de superar neste processo negocial, merecendo da parte do SINTAP uma firme posição de rejeição.

 

O SINTAP entende que este congelamento salarial seria facilmente evitável caso se adoptassem outras medidas de combate ao défice e ao desperdício dos dinheiros públicos, como uma melhor gestão dos recursos da Administração Pública que passasse por um mais eficaz controlo e fiscalização que evite as “derrapagens” orçamentais na execução das obras públicas, por uma diminuição dos serviços contratados ao exterior (estudos, projectos, auditorias, etc.), pelo cessar do inaceitável e crescente recurso a empresas de trabalho temporário para preencher necessidades permanentes dos serviços bem como do uso de um processo de desorçamentação e de endividamento por intermédio de EPE´s (Entidades Públicas Empresariais) e EPMs (Empresas Públicas Municipais).

 

Assumindo que o défice orçamental resulta, sobretudo, de uma diminuição significativa da receita, não explicável tão só pela crise mas também pela ineficiência e pela falta de estratégia do aparelho fiscal do Estado, considera o SINTAP que o Governo teria que tomar medidas que permitissem corrigir esta anomalia, nomeadamente dotando os serviços de fiscalização e cobrança de impostos e de obtenção de receitas diversas, de meios materiais e humanos que lhes permitiriam alcançar uma maior eficácia.

 

No que diz respeito às propostas relacionadas com o Estatuto da Aposentação, constatamos que as medidas avançadas pelo Executivo, representam não só a denúncia do acordado anteriormente com a FESAP mas também numa clara violação do princípio de segurança jurídica e das legítimas expectativas dos trabalhadores da Administração Pública.

 

Neste contexto, e sendo mais que evidentes a insatisfação que impera nos seio dos trabalhadores, devido à forma como a sua vida laboral tem sido tratada e como continuam a assistir à decadência dos seus salários e da sua vida laboral em geral, não resta aos sindicatos outra alternativa senão envidar esforços no sentido de encontrar plataformas de entendimento que permitam alcançar uma união de esforços.

 

Assim sendo, o SINTAP reunirá a sua estrutura e estará no terreno para ouvir a sensibilidade dos trabalhadores, de forma a traçar a estratégia mais adequada tendo em vista levar o Governo a alterar o rumo das políticas para o sector. 


 

 

Negociação Geral Anual para a Administração Pública

Proposta de Calendarização

 

 

Data

Assunto

9 Fevereiro

1.      Calendarização das reuniões negociais;

2.      Considerações sobre as propostas negociais apresentadas;

3.      Proposta Salarial;

4.      Apresentação das novas linhas.

17 de Fevereiro

1.      Alterações ao regime de aposentação.

24 de Fevereiro

1.      Balanço sobre o SIADAP;

2.      Impulso da Contratação Colectiva;

3.      Mecanismos de controlo de celebração de contratos de prestação de serviços;

4.      Revisão de carreiras especiais, no contexto do artigo 18.º da Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2010;

5.      Mobilidade Especial, designadamente a apresentação do terceiro ciclo do programa de formação MOBILIES e outras iniciativas conducentes a fomentar o reinício de funções por parte de trabalhadores em SME.

3 de Março

1.      Projecto de Decreto Regulamentar sobre prémios de dirigentes superiores;

2.      Projecto de Decreto-Lei relativo à formação profissional dos trabalhadores em funções públicas.

10 de Março

1.      Projecto de Decreto Regulamentar sobre prémios de dirigentes superiores;

2.      Projecto de Decreto-Lei relativo à formação profissional dos trabalhadores em funções públicas.

09.Fev.10

Negociações 2010 - videos

 

Começam hoje negociações da Função Pública

Um dos assuntos a merecer maior atenção é o dos aumentos salariais com o Governo a defender a manutenção dos ordenados.

 


 

Arrancaram hoje as negociações na Função Pública

Arrancaram hoje as negociações da função pública com o Governo. As atenções estão centradas nos aumentos salariais, com o executivo a defender o congelamento de salários e os sindicatos a proporem aumentos que variam entre os 2,5 e os 4,5 por cento.

 

 


 

Governo avança com congelamento dos salários

O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel Augusto Santos, não acredita em negociações condenadas só porque o Governo pretende congelar os salários da Função Pública.

 

 

 


 

09.Fev.10

Consulta de opinião aos leitores

Iniciam-se, hoje entre o Governo e Sindicatos, as negociações anuais para os trabalhadores da Administração Pública. Esta negociação deveria preceder a aprovação do Orçamento de Estado e nela discutem-se, entre outras matérias, os aumentos salariais para os Trabalhadores da Administração Pública.

 

Normalmente este processo inicia-se depois do verão com a entrega ao Governo, nos últimos anos ao Ministro das Finanças e da Administração Pública, das propostas reivindicativas dos representantes dos trabalhadores, mas as eleições legislativas e a formação de Governo atrasaram o processo negocial.

 

Apenas agora a FESAP – Frente Sindical da Administração Pública, em cumprimento do disposto na lei n.º 23/98 de 26 de Maio que estabelece o regime de negociação colectiva e a participação dos trabalhadores da Administração Pública em regime de direito público, para efeitos de negociação salarial anual, apresentou na passada sexta-feira o seu caderno reivindicativo.

 

Para além dos aumentos salariais outras matérias são objecto da negociação colectiva, tais como, as pensões de aposentação ou da reforma, das prestações da acção social complementar, constituição, modificação e extinção da relação de emprego, carreiras de regime geral e especial e das integradas em corpos especiais, incluindo as respectivas escalas salariais, duração e horário de trabalho, regime das férias, faltas e licenças, regime dos direitos de exercício colectivo, condições de higiene, saúde e segurança no trabalho, formação e aperfeiçoamento profissional, estatuto disciplinar, regime de mobilidade, regime de recrutamento e selecção e a avaliação dos serviços e trabalhadores.

 

Perguntamos aos leitores quais devem ser as prioridades negociais?