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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

12.Jan.17

Federação sindical da UGT marca greve dos não docentes para 03 de fevereiro

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) vai emitir pré-aviso de greve para 03 de fevereiro para os trabalhadores não docentes das escolas, para pressionar o Governo a resolver as situações de precariedade e a descongelar as carreiras.

"Estamos a preparar o pré aviso de greve para esta data, de modo a convergir com outras estruturas sindicais do setor numa justa luta contra a precariedade e em defesa do reforço de pessoal não docente nas escolas", disse à agência Lusa o secretário-geral da FESAP (UGT), José Abraão.

O descongelamento de carreiras e a negociação de um estatuto da carreira não docente são outras das reivindicações referidas pelo sindicalista.

Há uma semana a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) anunciou uma greve dos trabalhadores não docentes das escolas e jardins-de-infância para o dia 03 de fevereiro, em protesto contra a precariedade laboral e o respeito pelos direitos dos trabalhadores do setor.

Segundo informação da FNSTFPS (CGTP), no último ano foram renovados 2.822 contratos a prazo, que vinham do Governo anterior, e foram contratados à hora, a 3,49 euros, mais de 1.500 trabalhadores, para funções de caráter permanente nas escolas.

Em 2014 trabalhavam nas escolas 60 mil funcionários e em 2017 são 49 mil.

Fonte

11.Jan.17

Trabalhadores da Saúde com motivos para fazerem Greve

Reivindicações continuam a não ter resposta

 

O SINTAP considera que os motivos que levam os trabalhadores do setor da Saúde a fazerem Greve no próximo dia 20 de janeiro são justos e justificados, uma vez que o Governo tarda em satisfazer um conjunto de reivindicações que têm vindo a ser discutidas à mesa das negociações, nomeadamente a valorização da carreira especial de Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica (objeto de acordo recente); os trabalhadores das Unidades de Saúde Familiar; a possibilidade de adesão à ADSE dos trabalhadores em Contrato Individual de Trabalho; o acordo coletivo de trabalho para os hospitais EPE; bem como outras às quais a tutela não tem dado a devida relevância.

 

Apesar do empenho que continua a colocar nessas negociações, o SINTAP considera que urge resolver questões tão importantes para os trabalhadores como sejam:

 

- o descongelamento das progressões nas carreiras;

- a resolução do problema da precariedade laboral no setor da Saúde;

- a aplicação das 35 horas de trabalho semanal a todos os trabalhadores da Saúde;

- a valorização da carreira especial de Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica;

- a necessidade de se procederem a admissões que colmatem a falta de pessoal generalizada;

- a valorização das carreiras auxiliares e administrativas da Saúde;

- a valorização salarial da carreira de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar;

- a revisão da carreira de Técnico Superior da Saúde;

- o fim dos cortes no pagamento do trabalho suplementar e o pagamento do abono para falhas;

- a garantia de que se mantenha o “suplemento” pago aos trabalhadores que continuem a trabalhar 40 horas por semana;

- o acordo coletivo de trabalho para os hospitais EPE.

 

O SINTAP continuará empenhada nos processos negociais nos quais está envolvida tendo em vista a resolução de todas estas matérias, e promoverá todas as formas de luta que, em cada momento, os trabalhadores considerem necessárias para defenderem os seus direitos.

  

Lisboa, 11 de janeiro de 2017

11.Jan.17

Veja o que os duodécimos fazem ao seu salário este mês

Para os funcionários públicos há alterações devido à mudança na forma de pagamento do subsídio de Natal, tal como acontece com os pensionistas. Já no que toca aos trabalhadores do setor privado depende da modalidade escolhida

 

A partir da semana que vem os funcionários públicos vão receber o primeiro ordenado de 2017 mas será menos porque metade do subsídio de Natal deixar de ser pago em duodécimos.

Este ano recebem 50% do subsídio de Natal em novembro, enquanto os outros 50% são pagos durante os 12 meses do ano. E, ao contrário dos trabalhadores do setor privado, não lhes foi permitido optarem por receber este subsídio por inteiro, segundo o estipulado no Artigo 24.ºda Lei n.º 42/2016, publicada em Diário da República de 28 de dezembro de 2016.

De acordo com a simulação da Fesap - Federação de Sindicatos da Administração Pública - a que a TVI teve acesso -, para um ordenado bruto de 1.000 euros, o funcionário público que levou para casa 809 euros em dezembro de 2016, recebe 780 euros em janeiro deste ano – menos 29 euros.

Ainda de acordo com as mesmas simulações, para um ordenado de 1.800 euros brutos, o ordenado de janeiro será inferior em 50 euros ao de dezembro - de 1.200 euros passa para 1.150 euros.

Simulação com apenas 50% do subsídio de Natal pago em duodécimos (Fesap):

Ordenado Bruto dez. 2016 jan. 2017 diferença
1.000€ 809€ 780€ -29€
1.800€ 1.200€ 1.150€ -50€

 

Apesar de se notar uma diminuição do rendimento mensal disponível, já que no ano passado todo o subsídio de Natal era pago em duodécimos, em termos anuais não haverá qualquer perda de rendimento. Em 2018, a lei prevê o pagamento por inteiro deste subsídio.

 

Já o subsídio de férias será pago de forma integral no mês de junho, independentemente da época em que o trabalhador goza férias.

Duodécimos no setor privado

No que toca ao setor privado as regras são um pouco diferentes. De acordo com o Artigo 274.º da mesma Lei, o subsídio de Natal deverá ser pago 50% até ao dia 15 de dezembro de 2017 sendo os restantes 50% pagos em duodécimos ao longo do ano.

De igual modo e no tocante ao subsídio de férias, o mesmo será pago 50% antes do início do período de férias e os restantes 50% em duodécimos ao longo ano.

Quando os contratos de trabalho são a termo ou temporários, o pagamento fracionado destes subsídios fica dependente de acordo escrito entre as partes.

No setor privado, foi dada aos trabalhadores a hipótese de escolherem se queriam receber estes subsídios em duodécimos ou se preferiam recebê-los por inteiro, no mês em que gozam as férias e em dezembro, como acontecia antes de 2013. O prazo para optarem terminou a 6 de janeiro.

Pensionistas também começam ano com menos dinheiro mensal

Os pensionistas também começaram o ano com menos dinheiro. É certo que houve uma atualização de 0,5% nas pensões, mas a alteração ao regime de duodécimos do subsídio de Natal fez com que, na maioria dos casos, o rendimento mensal encolhesse.

Ou seja, os aposentados, reformados e demais pensionistas da Caixa Geral de Aposentações também recebem metade do subsídio de Natal em novembro, recebendo a outra metade em duodécimos ao longo do ano. As mesmas regras aplicam-se ao pessoal na reserva e desligado do serviço a aguardar aposentação ou reforma, independentemente da data de passagem a essas situações e do valor da pensão.

Já o Artigo 52.º da Lei nº 42/2016, de 28 de dezembro, determina que o pagamento do montante adicional das pensões de invalidez, velhice e sobrevivência a cargo da Segurança Social, será pago a 50% no mês de dezembro, sendo que os restantes 50% serão pagos em duodécimos ao longo do ano de 2017.

Fonte

09.Jan.17

Pagamento do subsídio de Natal em 2017. Esclarecimento

Considerando as dúvidas que têm vindo a ser suscitadas relativamente ao disposto no artigo 24.º da Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, que aprovou o Orçamento do Estado para 2017, informa-se o seguinte:

Com o regresso à normalidade dos regimes aplicáveis aos trabalhadores em funções públicas, será retomado em 2018 o pagamento integral do subsídio de Natal no mês de novembro, tal como acontecia até ao ano de 2012.

Em 2017, no sentido de assegurar a transição para este regime regra, o subsídio de Natal dos trabalhadores com vínculo de emprego público e outros, a que se refere o n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro, será pago em 50% no mês de novembro, mantendo-se o pagamento dos restantes 50% ao longo de todo o ano, por duodécimos.

Os valores são apurados em cada mês com base na remuneração relevante para o efeito, tendo por referência a remuneração que o trabalhador auferir no dia 1 do respetivo mês, sendo responsável pelo pagamento o empregador ao serviço do qual o trabalhador se encontrar em efetividade de funções nessa data.

Fonte DGAEP

05.Jan.17

Sindicatos preocupados com impacto do duodécimo nos salários

Os sindicatos da função pública estão preocupados com o impacto da nova forma de pagamento do subsídio de natal. E dizem que devia haver opção. 

Os representantes dos trabalhadores consideram que os subsídios devem ser pagos na data prevista na legislação laboral, mas admitem que há pessoas a quem a redução do duodécimo do de Natal possa fazer diferença no final do mês. Olham, por isso, com preocupação para o novo regime de pagamento do 13º mês e afirmam que o problema está no facto de continuar a não ser dada à função pública possibilidade de optar. “A nossa posição é de que o subsídio de Natal deve ser pago no Natal, mas havendo duodécimos, devia haver possibilidade de opção, como acontece no sector privado”, afirmou ao Dinheiro Vivo José Abraão, secretário-geral da federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap).

José Abraão alerta que o novo regime (em que metade do subsídio é pago em duodécimo e metade em novembro) os funcionários públicos que recebem o salário mínimo nacional quase nem vão dar conta do aumento de 530 para 557 euros. Porque esta subida vai ser anulada com o ‘corte’ transitório do duodécimo que se habituaram a receber nos últimos quatro anos.

 

As contas são simples de fazer e o impacto fácil de fazer: um funcionário com o SMN recebeu ao longo de 2016 44 euros de duodécimo do subsídio de Natal. Este ano, terá um acréscimo de 27 euros na sua remuneração base (porque o SMN passou de 530 para 557 euros), mas o duodécimo baixará para 23 euros. Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado também critica o facto de os funcionários públicos não poderem optar se querem o subsídio pago de uma vez ou em duodécimos.

Ainda que defenda que a remuneração mensal paga antes das férias e antes do Natal devam ser abonadas de uma vez, admite que haja pessoas a quem a redução do duodécimo possa causar transtorno na gestão do rendimento doméstico. “No privado pode optar-se. Na função pública não foi dada essa possibilidade”, precisa Helena Rodrigues acentuando que muitas pessoas apenas se vão dar conta da quebra do rendimento líquido mensal quando começarem a receber os ordenados, o que sucederá entre os dias 20 e 23 deste mês.

 

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum alerta que o problema não está no valor do duodécimo, mas na questão salarial. Neste contexto, a sindicalista acentua a necessidade de os trabalhadores lutarem por maiores salários e alertou para o perigo de os subsídios poderem acabar por desaparecer com a manutenção dos duodécimos.

Fonte

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