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A formiga no carreiro

Estrutura sindical faz depender outras formas de contestação aos reduzidos aumentos salariais da evolução do novo coronavírus

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública anunciou esta terça-feira um conjunto de acções de protesto a realizar durante o mês de Março que incluem a devolução do aumento salarial decidido pelo Governo.

Além da devolução do dinheiro que resulta da actualização salarial de 0,3%, em porquinhos mealheiro, a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) vai realizar no dia 19 uma campanha nacional de protesto juntos dos vários serviços da administração pública, de norte a sul do país, apelando para que os participantes nesse dia se vistam de preto e branco, e um plenário nacional de trabalhadores, em Coimbra, no dia 20.

Estas medidas foram anunciadas pelo secretário-geral da Fesap, numa conferência de imprensa realizada em Lisboa, tendo José Abraão precisado que as formas de luta decididas pelo Secretariado Nacional foram condicionadas pela actual situação imposta pelo covid-19.

Depois de colocar num mealheiro os “2,60 euros” de aumento que terá na sequência da actualização salarial de 0,3%, o secretário-geral da Fesap esclareceu que o conjunto de acções de protesto agora delineadas “serão condicionadas pelo evoluir do covid-19”.

Fonte Público

Alexandra Leitão disse aos deputados que alargamento da medida já tomada para casos de quarentena não está no horizonte.

A ministra da Modernização do Estado e Administração Pública põe de parte – pelo menos, para já – o alargamento das condições excecionais de baixa para quarentenas a funcionários públicos que fiquem infetados com o novo coronavírus Covid-19. No parlamento, esta terça-feira, Alexandra Leitão indicou que a medida só será ponderada caso haja iniciativa semelhante para quem trabalha no sector privado.

“Se se entender que no âmbito do sector privado se faz o alargamento deste regime também para as situações de doença, o sector público também vai analisar”, disse a governante em resposta a uma questão colocada pela deputada Paula Santos, do PCP.

A questão foi colocada depois de o governo ter decidido ontem fazer equivaler, no sector privado, as situações de isolamento imposto a casos de risco de infeção por coronavírus a baixa médica, assegurando-se assim o acesso ao subsídio por doença. De acordo com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, os trabalhadores em quarentena determinada pelas autoridades de saúde terão as mesmas condições de acesso ao subsídio do previstas para casos de tuberculose.

Assim, o subsídio será recebido a 100% a partir do primeiro dia. Com a medida, o governo veio garantir que haverá tratamento igual para todos os trabalhadores, independentemente de serem ou não funcionários públicos. A garantia de que os trabalhadores das administrações públicas não perderiam retribuição em caso de quarentena tinha já sido dada mais cedo no mesmo dia.

A cobertura dos salários a 100% será assim assegurada a quem não esteja doente mas seja afastado do posto de trabalho pelo risco de ter contraído o vírus. Já para quem for infetado com o Covid-19 aplicam-se as regras normais de atribuição do subsídio de doença. No caso de um trabalhador por conta de outrem do sector privado cuja doença não se estenda por mais de 30 dias, o subsídio é pago a 55% a partir do terceiro dia.

Fonte Dinheiro Vivo

Trabalhadores revoltados com política do Governo para a AP

 

Findo o simulacro de processo negocial que culminou com a imposição, pelo Governo, de aumentos salariais ridículos, de 10 euros para os trabalhadores com remunerações de até 683,13 €, e de 0,3 % para os restantes trabalhadores da Administração Pública, oSINTAP decidiu organizar uma série de ações de protesto que visam demonstrar que os trabalhadores estão unidos e dispostos a lutar para que sejam levados a cabo processos negociais sérios, que conduzam ao estabelecimento de compromissos e a resultados efetivos na resolução dos problemas que os afetam diariamente e que comprometem, de forma cada vez mais evidente, a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

 

Entre março e maio de 2020, o SINTAP reunirá cartas de trabalhadores nas quais estarão plasmados de forma evidente os problemas e os prejuízos sentidos devido às políticas que o Governo está a levar a cabo para a Administração Pública, com particular relevo para a penalizadora política salarial, cartas essas que serão entregues ao Primeiro-ministro, à Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública e aos presidentes dos governos regionais dos Açores e da Madeira, com a expectativa de que sejam obtidas repostas concretas para questões concretas.

 

No dia 19 de março, realizar-se-á uma Campanha Nacional para exigir melhores condições de trabalho, melhores salários e melhores serviços públicos, apelando o SINTAP à concentração de trabalhadores junto dos mais variados serviços, onde, em conjunto com dirigentes, delegados e ativistas sindicais, munidos de autocolantes, cartazes e faixas, procurarão sensibilizar a população para as injustiças de que têm sido alvo e para o facto de a deterioração das suas condições de trabalho e dos seus salários serem um fator determinante para a crescente quebra da qualidade dos serviços públicos.

 

Considerando o número de trabalhadores que têm manifestado a vontade de devolver os ridículos e ofensivos aumentos salariais com que foram “agraciados” pelo Governo, oSINTAP sugere que esses trabalhadores se organizem de modo a que, também a partir do dia 19, se juntem e se desloquem a instituições de solidariedade, onde entregarão a soma desses aumentos.

 

Para o dia 20 de março, o SINTAP emitirá um pré-aviso de Greve, com o objetivo de permitir a participação dos trabalhadores num plenário nacional que terá lugar em Coimbra, em local a designar oportunamente.

 

No dia30 de março realizar-se-á, na sede da UGT, em Lisboa, uma conferência subordinada ao “Futuro das Administração Pública e dos seus trabalhadores”, num evento para o qual serão convidados os líderes dos partidos com maior representatividade parlamentar.

 

Finalmente referir que, dado o Estado de alerta que vivemos por força da pandemia do vírus COVIN-19, e considerando os planos de contingência que afetam os serviços públicos em geral e em particular os do setor da saúde, todas estas ações são suscetíveis de sofrer eventuais constrangimentos, esperando o SINTAP que tal não se venha a verificar.

 

Lisboa, 3 de março de 2020

Segundo o secretário-geral, José Abraão, as iniciativas de protesto foram limitadas pela situação de alerta com o novo coronavírus.

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública anunciou esta terça-feira um conjunto de ações de protesto a realizar durante o mês de março que incluem a devolução do aumento salarial decidido pelo governo.

Além da devolução do dinheiro que resulta da atualização salarial de 0,3%, em porquinhos mealheiro, a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) vai realizar no dia 19 uma campanha nacional de protesto juntos dos vários serviços da administração pública, de norte a sul do país, apelando para que os participantes nesse dia se vistam de preto e branco, e um plenário nacional de trabalhadores, em Coimbra, no dia 20.

Estas medidas foram anunciadas hoje pelo secretário-geral da Fesap, numa conferência de imprensa realizada em Lisboa, tendo José Abraão precisado que as formas de luta decididas pelo Secretariado Nacional foram condicionadas pela atual situação imposta pelo covid-19.

Depois de colocar num mealheiro os “2,60 euros” de aumento que terá na sequência da atualização salarial de 0,3%, o secretário-geral da Fesap esclareceu que o conjunto de ações de protesto agora delineadas “serão condicionadas pelo evoluir do covid-19”.

José Abraão referiu também que será emitido um pré-aviso de greve para dia 20, não para apelar a uma greve nacional, mas para permitir que os trabalhadores que assim o entendam possam juntar-se ao plenário de dirigentes e ativistas sindicais marcado para esse dia.

Fonte Dinheiro Vivo

Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública garantiu ontem que serão dadas orientações a os serviços da administração pública para elaborar planos de contingência para o novo coronavírus. E que os funcionários públicos em quarentena não perdem nos salários. Anúncio surge após o JE ter noticiado a inexistência destes planos. Para a Fesap, medida “peca por tardio”, alertado que devem existir meios materiais para a sua operacionalização.

Os serviços públicos devem elaborar planos de contingência para o surto de Covid- 19, que vão permitir colocar trabalhadores em teletrabalho ou, quando se justificar, em isolamento profilático, sem perda de retribuição salarial. A orientação surgiu ontem pela voz da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, que sinalizou a publicação de um despacho com essas instruções ainda nesta segunda-feira, 2 de março. Para a  Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) este anúncio “peca por tardio”, depois de ter revelado ao JE, no final da semana passada, a inexistência de instruções relativas à prevenção e controlo do novo coronavírus ao nível dos funcionários públicos.

“Peca por tardia esta medida de planos de contingência, tanto mais que foram dadas orientações às empresas pela Direção Geral de Saúde e quase uma semana depois é que surge o anúncio de que os serviços da administração pública devem elaborar estes planos”, afirmou ao Jornal Económico José Abraão, secretário-geral da Fesap, numa altura em que foi revelado que Portugal registou os primeiros dois casos positivos do novo coronavírus.

José Abraão realça que mais do que o anúncio de medidas “o que importa agora é saber como os serviços vão operacionalizar os planos de contingência e até que ponto existem meios financeiros para adquirir os materiais necessários, além da informação de prevenção ter de chegar de forma expedita aos trabalhadores”.

Este sindicalista alerta que uma das principais preocupações incide nos serviços de atendimento ao público, mais expostos,  por onde passam diariamente milhares de pessoas, nomeadamente os serviços de finanças e da segurança social, notários, lojas de cidadão e outros serviços com atendimento permanente, bem como hospitais e escola, entre outros.

“Mais do que despachos e planos no papel, é importante saber quais são efectivamente as condições para a sua implementação e saber quais são os meios de proteção disponíveis -como, por exemplo, desinfectantes, entre outros –  para os diversos serviços, nomeadamente os de atendimento ao público”, realça José Abraão, acrescentando que “não é depois da casa assaltada que se põem trancas na porta”, o que, diz, “exige saber-se quais são as medidas concretas de protecção individual dos trabalhadores e até de utentes dos serviços públicos”.

Este responsável da Fesap realça ainda que há serviços da administração pública que “nem sequer têm comissões de segurança no trabalho e serviços que, sem coronavírus, ficam muito aquém dos meios necessários para a protecção individual dos trabalhadores”.

De acordo com um despacho da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública,  anunciou nesta segunda-feira, 2 de março, os serviços da administração pública devem elaborar planos de contingência de acordo com as orientações da DGS, adaptando-as à situação concreta de cada serviço.

“Esse plano de contingência definirá várias coisas, entre elas a necessidade de criar condições sanitárias para prevenir o contágio, definir quem são os responsáveis pela implementação de cada uma das medidas definidas nesse plano e também (…), se se justificar e caso seja possível, definir modalidades alternativas de prestação do trabalho”, disse à Lusa Alexandra Leitão.

As modalidades alternativas passam pelo teletrabalho e formações à distância, se possível. Sobre a possibilidade de teletrabalho, José Abraão da Fesap ressalva : “é uma possibilidade há muito prevista na lei, mas de difícil implementação, a questão que se coloca é como se vai operacionalizar?”

 

Funcionários públicos em quarentena não perdem nos salários

“Queria aqui distinguir claramente as situações de teletrabalho, em que a pessoa está a trabalhar normalmente, mas é uma modalidade alternativa de trabalho, das situações de isolamento profilático em que a pessoa não pode estar em teletrabalho”, disse a ministra, referindo, a título de exemplo, a situação de um assistente operacional cujas funções apenas podem ser exercidas estando fisicamente presente no local de trabalho.

Em qualquer das situações, sublinhou Alexandra Leitão, não há perda de retribuição. Uma medida que é “valorizada” pela Fesap.

“Em teletrabalho não há nenhuma alteração da retribuição, ou seja, do que for, porque a pessoa está a trabalhar normalmente. No caso do isolamento profilático não há também perda de retribuição, ou seja, os direitos laborais estão acautelados”, disse.

 

Objetivo é estar preparado

Na situação de isolamento profilático, no entanto, não há direito ao pagamento do subsídio de alimentação, uma vez que legalmente este não é considerado retribuição.

“Estes planos servem para estarmos preparados, para ninguém ser apanhado desprevenido, mas não é uma nota de pânico nem alarmismo, ou seja, isto é apenas para estar tudo preparado, sem que haja nenhuma crise nem nenhum pânico”, defendeu a ministra.

Na sexta-feira, 28 de fevereiro, o JE noticiou que a inexistência de planos de contingência na administração pública, tendo sinalizado a preocupação da Fesap quanto à ausência  de instruções relativas à prevenção e controlo do Covid-19 ao nível dos funcionários públicos.

O JE confrontou o gabinete da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública sobre a inexistência de instruções específicas e planos de contingência, tendo fonte oficial avançado que “o Ministério está a acompanhar em permanência a evolução da situação em articulação com a DGS, que já emitiu um conjunto de orientações sobre procedimentos de prevenção, controlo e vigilância a ter no surto do Covid-19 e divulgou um conjunto de informação junto de vários organismos públicos da Administração Central e Local”.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de três mil mortos e infetou mais de 89 mil pessoas, de acordo com dados reportados por 60 países. Das pessoas infetadas, mais de 41 mil recuperaram.

Fonte Jornal Economico

O peso dos precários no conjunto da economia caiu o ano passado e ficou 1,2 pontos abaixo dos níveis de 2015. No público, apenas baixou 0,3 pontos.

proporção de trabalhadores das Administrações Públicas que se encontra em situação de precariedade quase não baixou face a 2015, ano em que António Costa foi eleito primeiro-ministro, apesar do programa de integração de precários que está prestes a finalizar. Números da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público mostram que 10,6% dos funcionários das Administrações Públicas tinham contratos a prazo no final de 2019, o que compara com 10,9% no final de 2015avançou o Jornal de Negócios (acesso pago).

O programa de regularização lançado pelo Governo não foi suficiente para contrariar a tendência. O peso dos contratos a prazo pouco baixou quando comparado a 2015. No Estado, a taxa de precariedade caiu apenas 0,3 pontos entre o ano de 2015 e 2019. Na Administração Regional e Local piorou em 1,2 pontos.

Na Administração Central, repartição que depende diretamente do Governo, a tendência mantém-se. Os trabalhadores com contrato a prazo representam 12,6% do emprego, contra 13,2% em 2015. Contrariamente à Administração Regional e Local onde se registou um aumento, de 3,6% para 4,8%. Esta subida é mais acentuada nos Açores (10,2% para 12,5%), mas ocorre igualmente na Madeira e na Administração Local.

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Segundo dados do INE, a taxa de precariedade (que inclui outros vínculos, como por exemplo os recibos verdes) desceu o ano passado, passando de 22% para 20,8%.

Fonte Dinheiro Vivo

Há quem já só trabalhe quatro dias por semana, mas a generalização desta prática “é difícil na atual cultura em Portugal”

em sido uma das tendências a nível laboral mais faladas nos últimos tempos, mas ainda não há empresas de grande dimensão a aplicar a semana de quatro dias de trabalho à generalidade dos colaboradores.

No ano passado, a Microsoft do Japão testou durante um mês o horário laboral de quatro dias semanais. Registou um aumento de produtividade de 40%, uma redução em 23% na conta da eletricidade e a indicação que 90% dos colaboradores sentiu um impacto positivo com a medida, que até ajuda a tirar carros das ruas e a melhorar o trânsito. No entanto, a empresa ainda não generalizou o teste.

Além de outras experiências feitas em empresas, há governantes adeptos da ideia, como é o caso da primeira-ministra finlandesa – no entanto, não o incluiu no seu programa de governo. Em Portugal (ver texto ao lado), há várias empresas a aumentar as soluções de flexibilidade laboral e a permitir aos funcionários um regime apelidado de part-time (permanente ou por um período de tempo), que permite trabalhar quatro dias por semana (ou até menos). Há colaboradores a beneficiar disso mesmo em empresas como Xerox Portugal, Worten ou a Blip e a JLL em Portugal dá a tarde de sexta-feira a todos os colaboradores. Catarina Carvalho, professora em Direito laboral da Universidade Católica do Porto, admite que a legislação nacional encara estas hipóteses como exceção e não como regra. No entanto, a lei já permite a semana de quatro dias de trabalho mesmo que “não seja aconselhado a nível de saúde trabalhar-se de forma frequente até 12 horas por dia”. O regime chamado de horário concentrado, por exemplo, permitiu à pequena startup de recrutamento Humaniaks colocar os seus quatro funcionários a trabalhar até 12 horas quatro dias por semana.

Apesar destes exemplos, generalizar a ideia a empresas maiores é algo visto como difícil. Maria Alexandra Pires, da Xerox Portugal, admite que podia haver vantagens na produtividade, mas que seria necessário “mudar muita coisa em Portugal, inclusive a nível cultural”. Sara Sousa, da Blip, concorda e adianta que há dificuldades legais no país que não ajudam.

A SAS Portugal admite que ainda não considerou a hipótese, mas se Portugal quisesse estabelecer a redução da semana laboral estariam adaptados para “pô-la em prática de forma imediata”. Mas há outras empresas com regimes peculiares entre o tempo de trabalho ou a localização em que ele é feito.

A BinaryEdge, que tem soluções de cibersegurança e foi vendida por dezenas de milhões de euros recentemente a uma tecnológica dos EUA, é feita por portugueses a trabalhar de suas casas em full time desde Zurique, na Suíça, Londres, no Reino Unido e Faro e Lisboa, em Portugal. O diretor de engenharia da Web Summit é português e gere a sua equipa a partir de sua casa, por exemplo. “O importante para nós é a qualidade do trabalho feito, não é nem o horário nem o local onde se trabalha”, dizia-nos no verão Paddy Cosgrave.

Fonte Dinheiro Vivo

Os serviços públicos devem elaborar planos de contingência para o surto de Covid- 19, que vão permitir colocar trabalhadores em teletrabalho ou, quando se justificar, em isolamento profilático, sem perda de retribuição salarial, anunciou o Governo.

De acordo com um despacho da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, que será, nesta segunda-feira, publicado em Diário da República, os serviços da administração pública devem elaborar planos de contingência de acordo com as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), adaptando-as à situação concreta de cada serviço.

“Esse plano de contingência definirá várias coisas, entre elas a necessidade de criar condições sanitárias para prevenir o contágio, definir quem são os responsáveis pela implementação de cada uma das medidas definidas nesse plano e também (…), se se justificar e caso seja possível, definir modalidades alternativas de prestação do trabalho”, disse à Lusa Alexandra Leitão.

As modalidades alternativas passam pelo teletrabalho e formações à distância, se possível. “Queria aqui distinguir claramente as situações de teletrabalho, em que a pessoa está a trabalhar normalmente, mas é uma modalidade alternativa de trabalho, das situações de isolamento profilático em que a pessoa não pode estar em teletrabalho”, disse a ministra, referindo, a título de exemplo, a situação de um assistente operacional cujas funções apenas podem ser exercidas estando fisicamente presente no local de trabalho.

Em qualquer das situações, sublinhou Alexandra Leitão, não há perda de retribuição. “Em teletrabalho não há nenhuma alteração da retribuição, ou seja, do que for, porque a pessoa está a trabalhar normalmente. No caso do isolamento profilático não há também perda de retribuição, ou seja, os direitos laborais estão acautelados”, disse. Na situação de isolamento profilático, no entanto, não há direito ao pagamento do subsídio de alimentação, uma vez que legalmente este não é considerado retribuição. “Estes planos servem para estarmos preparados, para ninguém ser apanhado desprevenido, mas não é uma nota de pânico nem alarmismo, ou seja, isto é apenas para estar tudo preparado, sem que haja nenhuma crise nem nenhum pânico”, defendeu a ministra.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.980 mortos e infetou mais de 87 mil pessoas, de acordo com dados reportados por 60 países. Das pessoas infetadas, mais de 41 mil recuperaram. Além de 2.873 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas. Um português tripulante de um navio de cruzeiros encontra-se hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”. Em Portugal, e até às 19:00 de domingo, a Direção-Geral da Saúde (DGS) registou 85 casos suspeitos de infeção, 12 dos quais ainda estavam em estudo. Os restantes 73 casos suspeitos não se confirmaram, após testes negativos. A DGS manteve no sábado o risco da epidemia para a saúde pública em “moderado a elevado”.

Fonte Dinheiro Vivo

Sindicatos da Administração Pública alertam para inexistência de instruções para lidar com Covid-19. Reclamam segurança de funcionários e utentes.

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) alerta para a inexistência de instruções relativas à prevenção e controlo do coronavírus ao nível dos funcionários públicos. E assegura que vai questionar o Governo sobre as medidas e planos de contingência, nomeadamente para os trabalhadores mais expostos nos serviços com maior afluência de pessoas.

Também a Associação dos Profissionais da Inspeção Tributária (APIT) reclama informação específica para os funcionários da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) para garantir a segurança destes profissionais e dos utentes. Os sindicatos realçam que recentes instruções da Direção-Geral de Saúde (DGS) para as empresas deviam ser estendidas para a Administração Pública.

Fonte Jornal Economico

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