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A formiga no carreiro

Há uma semana, a 24 de fevereiro, o mundo acordava para um pesadelo. Um país livre e independente era invadido por um exército imperialista e a guerra, com todo o seu cortejo de horrores, instalava-se de novo numa Europa ainda a recuperar das profundas chagas sanitárias, económicas e sociais da pandemia que há dois anos nos assola.

Esta invasão é um ato cobarde de agressão premeditada contra um país, o seu povo e o seu governo livre e democraticamente eleito.

Não existem “contextos”, “dúvidas”, ou quaisquer outros argumentos passíveis de serem invocados. A realidade é clara! Há um agressor e um agredido, um invasor e um invadido, um lado que conquista pela força das armas territórios e outro que defende tenazmente o seu país, a sua soberania e o seu povo.

Passada uma semana, o heroico povo ucraniano continua a resistir, mas a pesada fatura da guerra atinge já dimensões catastróficas, que se traduzem em mais de um milhão de refugiados, sobretudo crianças, mulheres e idosos, que convergem para as fronteiras da União Europeia, mais que nunca vista como um “porto seguro”, um bastião da solidariedade, na destruição de cidades, património de uma História e uma cultura que são parte integrante da Europa e no número de vítimas, que não para de crescer, sobretudo entre a população civil.

A condenação internacional é esmagadora. Apenas 5 estados párias se recusam a condenar a agressão ordenada por um ditador autocrata que, do pináculo da sua loucura não hesita em ameaçar com o poderio nuclear toda a Humanidade.

Perante tudo isto, a FESAP recusa e denuncia a opinião daqueles que, incapazes de ver a realidade, deitam mão dos mais mirabolantes argumentos conspirativos e delirantes, recusando condenar a invasão e os seus mentores, sobretudo daqueles que gostam de “encher a boca” com a “defesa dos trabalhadores” e que hoje assistem impávidos à agressão de que são vítimas os trabalhadores ucranianos.

Na FESAP não temos medo de dizer as coisas como elas são. Não temos cartilhas ideológicas nem agendas ocultas. Por isso declaramos frontalmente o nosso apoio total e incondicional à Ucrânia, ao seu povo, aos seus trabalhadores.

Saudamos particularmente os trabalhadores e as trabalhadoras da Administração Pública ucraniana, quer aqueles que, no meio de bombardeamentos e escombros continuam a desempenhar as suas funções e a assegurar o funcionamento possível das instituições do Estado Ucraniano, quer os que, de armas na mão, defendem o seu país, a democracia e a liberdade conquistadas na Praça Maidan em 2014. E fazem-no também em nome de todas as democracias e da nossa própria liberdade.

A FESAP saúda ainda, de forma muitos especial, os milhares de ucranianos e ucranianas que escolheram Portugal para trabalhar e viver em paz e liberdade, e que hoje são assolados por grande angústia e incerteza devido à situação dos seus familiares e amigos que estão na zona de guerra, que dela procuram fugir ou que estão na linha frente a combater as forças invasoras, desejando que, no mais curto espaço de tempo possível, tudo isto passe a ser mais uma página de uma gloriosa e vitoriosa história de afirmação da democracia e da identidade nacional ucranianas.

Finalmente, a FESAP apela às trabalhadoras e aos trabalhadores portugueses, a todos os amantes da liberdade e da democracia, a que reforcem todas as manifestações de solidariedade para com o povo ucraniano, sobretudo no apoio aos refugiados, que não cessem de gritar bem alto o seu repúdio à invasão criminosa e a exigência da punição internacional dos seus mentores.

E não esqueçamos que hoje é a Ucrânia. E amanhã?

Exortando a paz, a FESAP exige um imediato cessar-fogo, o fim da guerra de agressão contra a Ucrânia e a retirada do exército invasor!

Lisboa, 3 de março de 2022

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