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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

25.Mar.10

Final sem acordo e sem confiança

Negociações 2010


O SINTAP esteve hoje reunido com o Secretário de Estado da Administração Pública, no Ministério das Finanças, em Lisboa, para a derradeira ronda do processo de Negociação Geral Anual, num encontro que serviu essencialmente para, mais uma vez, frisar as grandes divergência que existem entre sindicatos e Governo na grande maioria das matérias constantes do Caderno Reivindicativo para 2010.


Foi possível mais uma vez constatar que o Governo mantém uma perspectiva errada do ponto de vista do SINTAP relativamente à forma e as consequências da introdução de alterações ao Estatuto de Aposentação da Administração Pública, considerando normal e sem grandes impactos negativos para os serviços a corrida à aposentação que se está a verificar actualmente.

 


A este respeito, o SINTAP alertou mais uma vez para o clima de instabilidade e desconfiança que o Governo semeou nos diversos serviços, onde os trabalhadores, dada a incerteza que têm quanto ao seu futuro, procuram aposentar-se muitas vezes de forma precipitada.
A forma atabalhoada como o Executivo conduziu todo este processo, rompendo totalmente com a confiança dos sindicatos e dos trabalhadores, conduzirá inevitavelmente ao mau funcionamento de muitos serviços.


O SINTAP não pode também deixar de fazer notar a incapacidade e à inflexibilidade negociais demonstradas pelo Governo mesmo depois de colocado perante a união de todos os sindicatos do sector, união essa que culminou com a Greve Geral do passado dia 4 de Março.
Assim, propostas relativas a matérias como a ADSE, a mobilidade especial, a recuperação do tempo de serviço, os prémios de desempenho, a acção social complementar, o combate à precaridade no emprego, entre outras, não obtiveram acolhimento por parte do Executivo.
Do processo ficou a intenção de:- agilizar os procedimentos concursais;- impulsionar a formação profissional;- proceder à negociação e à adaptação de algumas carreiras.


O SINTAP e os restantes sindicatos da FESAP vão agora reunir para analisar o desenrolar de todo o processo negocial e de luta e decidir se terá cabimento a solicitação de uma reunião de negociação suplementar.
Certo é que no dia 1 de Maio, os trabalhadores sairão para a rua num jornada de comemoração e luta na qual manifestarão e afirmarão a sua força para se manterem firmes na defesa dos seus direitos.

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