Reinam a instabilidade e a incerteza
Águas de Coimbra, EM

Depois da realização dos últimos plenários com os trabalhadores da Águas de Coimbra, EM, o SINTAP manifesta a sua grande preocupação pela instabilidade e pela incerteza que se vive naquela empresa municipal quanto ao futuro dos trabalhadores, bem como da água em baixa no concelho de Coimbra.
A existência de conversações (negociação) conforme foi tornado público pelo Vice-Presidente da Câmara, manifestando disponibilidade para o negócio, se os seus pressupostos forem interessantes e tendo em mira uma pareceria com a Águas de Portugal (ADP), justificam ainda mais esta preocupação por parte dos trabalhadores e do SINTAP, visto que não se trata apenas de um negócio mais ou menos interessante.
Trata-se, isso sim, de a Câmara Municipal de Coimbra livrar-se de uma empresa onde os custos potenciais para a autarquia são insignificantes, uma vez que, tal como referiu o próprio Vice-Presidente da Câmara, são poucos os investimentos que ainda terão que ser feitos.
Não se sabe ao certo a quem vão servir as contrapartidas financeiras envolvidas neste negócio, a curto ou a longo prazo, sabe-se porém que não serão certamente para minimizar as taxas e os impostos que já hoje recaem pesadamente sobre os cidadãos, pelo que a invocação dessas contrapartidas é, quanto a nós, uma falsa questão.
Em causa está o mau negócio que conduziria invariavelmente ao aumento do preço da água ao consumidor e à destruição de um serviço que tem respondido bem às necessidades de abastecimento da população coimbrã.
Os trabalhadores da Águas de Coimbra, EM, e o SINTAP, sindicato que tem lutado ao seu lado pelos seus interesses em todo este processo, e tendo em consideração o que se tem verificado noutros concelhos, tudo farão para defender a empresa, os seus trabalhadores e os serviços prestados ao município, contra qualquer parceria, por mais lucrativa que seja.
Por isso, apelamos aos órgãos municipais (a quem já foram pedidas audiências), mas também aos munícipes, que defendam este importante património da cidade, sendo que, em nossa opinião, seria de toda a pertinência que esta matéria fosse referendada pela população do concelho de Coimbra.