Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

25.Nov.10

rlanda corta um quinto ao Estado e sobe todos os impostos, menos IRC

O plano de austeridade elimina 24.750 postos de trabalho na função pública, 7% do total, e prevê a redução dos apoios sociais em 2,8 mil milhões de euros.

 

Draconiano, doloroso, mas inevitável. Expressões usadas pelos analistas para descrever o sexto pacote de austeridade apresentado pelo governo irlandês - agora demissionário - desde que deflagrou a crise financeira, em 2008. Objectivo: reequilibrar as contas públicas (fortemente degradadas devido às colossais injecções de dinheiros públicos nos bancos) e reconquistar a confiança dos investidores. A avaliar pela primeira reacção dos mercados, o segundo objectivo ainda não foi alcançado.

O foco do novo plano de austeridade está na redução da despesa, que irá sofrer um corte de 20%. Mas quase todos os impostos e taxas vão subir - à excepção do que incide sobre os lucros das empresas (equivalente ao IRC português), que permanece nos 12,5%.

O plano tem a duração de quatro anos e pressupõe poupanças de 15 mil milhões de euros, com 10 mil milhões de euros a virem do corte de despesas e os restantes cinco mil milhões através do aumento de impostos.

O governo da Irlanda quer reduzir o défice dos actuais 12% do PIB (32%, sem incluir os custos para resgatar a banca) para 3% em 2014. Para isso, apresentou um conjunto de medidas para os próximos quatro anos que foi considerado, por analistas e economistas, como "doloroso" mas "inevitável".

Url da notícia:

-----------------

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=455645

Do lado da despesa, serão eliminados 24.750 postos de trabalho na função pública. Os apoios sociais sofrerão um corte de 2,8 mil milhões de euros e o salário mínimo por hora cai 12%, para 7,65 euros. 

Do lado da receita, a taxa normal do IVA vai subir de 21% para 22% em 2013, e para 23% em 2014, enquanto o rendimento mínimo colectável baixa dos actuais 18.300 euros anuais para 15.300 euros por ano até 2014 - a percentagem de pessoas que não pagam imposto sobre o rendimento deverá diminuir, assim, de 45% para 35%. 

O plano de austeridade prevê ainda a criação de um novo imposto imobiliário e de uma taxa sobre os ganhos de capital. E só não mexe no imposto que incide sobre os lucros das empresas. Apesar de algumas pressões internacionais, a taxa de IRC vai manter-se nos 12,5%, continuando a ser uma das mais baixas do mundo desenvolvido. 

Quanto às previsões de crescimento assumidas no plano de austeridade, os economistas consideram-nas demasiado "optimistas". O governo prevê um crescimento de 1,75% em 2011, 3,25% em 2012, 3% em 2013 e 2,75% em 2014. Para James Nixon, economista-chefe para a Europa do Société Générale, "é difícil perceber" como é que a Irlanda vai alcançar este crescimento. 

O governo explicou, em conferência de imprensa, que, nos próximos anos, o motor da economia serão as exportações. Este plano de austeridade, apresentado dias depois de Dublin ter activado o pedido de ajuda internacional, surge após o governo ter implementado (nos últimos dois anos e meio) cinco pacotes de austeridade - avaliados num total de 14,6 mil milhões de euros de cortes. 

Riscos de contágio à Península Ibérica persistem

O presidente francês e a chanceler alemã vão encontrar-se na quinta-feira para debater a crise da dívida soberana que ameaça a Zona Euro. 

O encontro entre Nicolas Sarkozy e Angela Merkel ocorre depois de a chanceler alemã ter alertado para o facto de o risco de mais países da Zona Euro terem que recorrer a ajuda internacional ser "excepcionalmente sério".

2 comentários

Comentar post