Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

26.Nov.10

Governo indica adesão de 20,1% na função pública e muito reduzida no privado

A greve geral desta quarta-feira teve, até as 13 horas, a adesão de 20,1% dos funcionários públicos, segundo o balanço feito pelo Governo. A ministra do Trabalho diz que a "adesão é variável" de acordo com os diferentes sectores, mas que o dos transportes é dos mais afectados.

 

Até às 13 horas a adesão dos funcionários públicos à greve geral desta quarta-feira, convocada pela CGTP e UGT, era de 20,1%, anunciou Gonçalo Castilho dos Santos, secretário de Estado da Administração Pública, em conferência de imprensa.

"Os dados até às 13 horas dizem-nos que a maioria dos trabalhadores está a trabalhar, bem como a larga maioria dos serviços públicos estão abertos ao atendimento", disse.

 

"O número de adesão à greve está na casa dos 78 mil trabalhadores, o que corresponde a 20,1% do universo dos trabalhadores da Administração Pública, directa e indirecta, que são 390 mil trabalhadores", acrescentou.

Nestes números, o secretário de Estado não inclui as autarquias, serviços regiões e empresas públicas.

Ao lado, a ministra do Trabalho, Helena André, salientou que a "adesão é variável de acordo com os diferentes sectores" de actividade, reconhecendo que "a adesão é mais elevada no sector dos transportes".

Neste sector, a ministra referiu que "há paralização total" pela adesão dos trabalhadores à greve, como aconteceu nas empresas Soflusa e Transtejo, ou devido ao encerramento da empresa por razões de segurança, como foi o caso do Metropolitano de Lisboa.

"As informações de que dispomos apontam para uma adesão muito reduzida no sector privado", acrescentou, apontando "o funcionamento dos bancos e da GALP" como exemplos.

 

Desrespeito de serviços minímos terá consequências legais

A ministra do Trabalho garantiu que o desrespeito pela garantia de serviços mínimos da greve geral tem sido reduzido, mas que esses casos deverão sofrer as consequências legais.

"No que diz respeito aos serviços mínimos podemos dizer que é reduzido o grau de desrespeito pelas decisões dos tribunais arbitrais", disse Helena André no balanço da adesão à greve até às 13 horas, acrescentando que "o Governo está seguro de que as instituições de Estado de Direito, também nesta matéria, funcionarão plenamente, retirando dos factos que vierem a ser apurados as consequências legalmente previstas".


"Até agora, esta greve geral tem-se traduzido numa demonstração de grande maturidade cívica dos portugueses, quer dos que decidiram aderir à greve, quer dos que não aderiram", o que do seu ponto de vista este "é um sinal claro de que a sociedade portuguesa, mesmo em caso de conflito, dá prova de grande vigor das suas instituições democráticas", sublinhou.

Além disso, Helena André garante que "o Governo tem nota de um número muito limitado de incidentes de restrições ilegítimas relacionadas com o direito a trabalhar" e que os poucos que existiram "foram prontamente resolvidos".

Url da notícia:

-----------------

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1719198

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.