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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

27.Jan.11

Cortes salariais na CGD superiores aos da Função Pública

A administração da CGD vai aplicar cortes salariais no banco estatal superiores aos definidos para o sector público, utilizando a regra da progressividade, garantiu à agência Lusa fonte oficial da entidade liderada por Faria de Oliveira.


«Os cortes salariais na CGD [Caixa Geral de Depósitos] serão superiores aos definidos para o sector público, estando em curso as adaptações do sistema remuneratório no qual se contempla um adiantamento de 80 por cento do subsídio de férias que já foi processado», disse a mesma fonte.

De resto, a «administração da CGD já viu em 2011 o seu salário cortado em 10 por cento», referiu, realçando que «a redução salarial terá em conta o sistema de remunerações da CGD» e que «será utilizada nos cortes de salários a regra de progressividade».


No passado dia 20, a Lusa já tinha avançado que o conselho de administração da CGD tinha decidido efectuar «desde já» uma redução de dez por cento da remuneração auferida pelos seus membros, antecipando assim os cortes nos salários.

Já no que dizia respeito aos seus restantes trabalhadores, a administração referia, na altura, que este ano os trabalhadores não vão receber o pagamento antecipado do subsídio de férias no mês de Janeiro, alterando «assim a prática que vinha sendo seguida», procedendo-se, no entanto, «a um adiantamento, no presente mês, de valor equivalente a 80 por cento do montante líquido do referido subsídio».


A Lusa questionou a CGD se os cortes salariais aos funcionários se iriam processar em Janeiro, mas até ao momento não obteve resposta. No entanto, hoje o jornal Público noticiou que «a CGD não aplicou cortes salariais em Janeiro».

Segundo o diário, «o banco estatal contrariou ordens das Finanças e pagou vencimentos por inteiro este mês, reduzindo apenas o subsídio de férias».

De acordo com as informações recolhidas pelo jornal junto do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do grupo CGD (STEC), os salários foram pagos hoje, sem qualquer corte.

De acordo com o Orçamento de Estado para 2011, as empresas públicas devem cortar os custos com salários em cinco por cento.

Url da notícia:

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http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=10134