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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

03.Abr.17

330 mil já podem progredir na carreira

Progressão implica um aumento salarial bruto de mais de 50 euros por mês. Subidas podem custar mais de 200 milhões de euros anuais ao Estado

 

Quase metade do total dos trabalhadores da Função Pública já obteve os 10 créditos necessários para progredir na carreira: são cerca de 330 mil os funcionários do Estado que, ao progredir na carreira, sobem também uma posição na tabela remuneratória única. 

Segundo o Correio da Manhã, os trabalhadores que progredirem na carreira vão ganhar cerca de 52 euros brutos a mais por mês. Por exemplo, um funcionário público que esteja actualmente na posição 12 recebe 1047 euros mensais. Ao subir de escalão, passara a ganhar mais 51 euros na posição remuneratória seguinte (1098 euros). 

De acordo com o mesmo jornal, o número elevado de trabalhadores que podem usufruir desta medida levou o Governo a pedir à Inspecção-Geral de Finanças que, além do levantamento dos funcionários, analise o impacto financeiro da progressão na despesa com pessoal do Estado. As contas apontam para um aumento de mais de 200 milhões de euros anuais.

 

Esta terça-feira, os sindicatos dos trabalhadores da Função Pública vão ser recebidos pela secretária de Estado da Administração e Emprego Público, Carolina Ferra, com o descongelamento das carreiras da Função Pública como tema principal. "Se não houver negociações esclarecedoras sobre a forma como o descongelamento das carreiras será feito os trabalhadores estão disponíveis para avançar para a greve", disse ao CM José Abraão da Federação dos Sindicatos da Administração Pública.

No início de Março, o Jornal de Negócios revelou que o Governo não pondera pagar retroactivos, quando começar o descongelamento de carreiras em 2018: deste modo, os funcionários públicos não receberão o valor correspondente aos anos passados após a conquista dos pontos que lhes permitem a subida na carreira.