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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

06.Mar.08

Sindicatos contra nova proposta para despedimentos e progressões

Os sindicatos da Função Pública mostraram-se, esta quinta-feira, insatisfeitos com a proposta do Executivo para facilitar os despedimentos e tornar as progressões na carreira mais morosas, acusando-o de criar uma «ficção».

A coordenadora da Frente Comum disse, esta quinta-feira, à TSF que as reformas que o Governo pretende implementar para tornar os despedimentos dos funcionários públicos mais fáceis e as progressões na carreira mais morosas não serve a maioria dos trabalhadores.

«Mais de 75 por cento dos trabalhadores vão passar a progredir na carreira de dez em dez anos», sendo que desta forma «nunca chegarão ao topo da carreira», lamentou Ana Avoila.

De acordo com a imprensa, o Governo pretende que a progressão na carreira esteja dependente da avaliação de desempenho do trabalhador, o qual, por cada nota máxima anual, irá ganhar três pontos, só progredindo na carreira quando juntar dez pontos.

Ana Avoila, que ainda não conhece o documento, frisou que quer saber como é que um funcionário poderá chegar à classificação “excelente”, porque «neste momento já sabemos que o “excelente” é só para os amigos».

Por seu lado, o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) criticou a proposta do Executivo para a nova tabela salarial única da Função Pública, que prevê que os funcionários públicos que atingiram o topo da carreira possam ganhar salários mais altos, considerando-a como «uma ficção».

Tendo em conta que «na avaliação do desempenho, a subida decorre de dez em dez pontos», os trabalhadores «poderão no máximo percorrer quatro posições salariais» ao longo da sua vida profissional, clarificou Bettencourt Picanço.

O sindicalista considerou ainda lamentável o cenário de despedimento após duas avaliações negativas, proposto pelo Governo, lamentando que «quando se esperava que se apostasse no aproveitamento das pessoas e na sua formação, aquilo que se aposta é na inadaptação e no despedimento».

Também ouvido pela TSF, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) mostrou-se «preocupado» com as «eventuais situações de despedimento» e alertou que na avaliação de desempenho é preciso também ter em conta se todos os trabalhadores têm as condições para desempenhar o trabalho.

Ainda sem conhecer o documento, Nobre dos Santos aplaudiu, no entanto, os possíveis aumentos salariais, na ordem dos 40 a 50 euros, de acordo com a nova tabela salarial.

Entretanto, a TSF tem tentado sem sucesso contactar o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, sobre este caso.

Nobre dos Santos, do SINTAP, mostra-se «preocupado» com os eventuais despedimentos. Áudio

Fonte TSF. Notícia (aqui)