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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

24.Mai.11

Olli Rehn diz que não é a Zona Euro que está em crise

O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários disse que não se vive uma crise na zona euro, mas apenas em alguns países. Olli Rehn disse que as medidas já tomadas permitiram “conter a crise” e afirmou que isso já está a ter efeitos positivos no crescimento económico da Europa. Apesar disso, os mercados voltam a agitar-se com os receios sobre a insolvência da Grécia, aliados ao possível alastramento da crise à Espanha e a Itália.

 

"Não é correto falar de uma crise do euro ou da união monetária. Esta é uma crise de certos Estados-membros, com um potencial de ramificações económicas graves no resto da zona euro", afirmou hoje Olli Rehn numa conferência do Banco Central austríaco, em Viena. 

O comissário europeu dos Assuntos Económicos afirmou ainda que os programas conjuntos entre a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, "permitiram conter a crise da dívida soberana" nos três países que recorreram à ajuda externa - Grécia, Irlanda e Portugal. 

Rehn assinalou que a Europa está a resolver estes problemas com "consolidação orçamental", nova "arquitetura de regulação e supervisão financeira" e uma "profunda reforma da governação económica" e que, ao mesmo tempo, está a fazer "progressos significativos", nomeadamente no crescimento económico. 

Risco sobe em Espanha e Itália
As palavras de Olli Rehn surgem num momento em que os mercados mostram novos sinais de nervosismo. 


Durante o fim de semana, o risco da dívida espanhola voltou a crescer, impulsionado pelas perdas sofridas pelo PSOE nas eleições locais e regionais e pelos gigantescos protestos de rua contra as medidas de austeridade.

A contribuir para a instabilidade, a agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) anunciou sábado que passava de 'estável' para ‘negativo’ o 'outlook' da dívida de Itália. A S&P diz que o fraco crescimento da economia italiana e o alto endividamento justificam este anúncio, que sinaliza um possível corte do 'rating' do país nos próximos tempos. 

Esta segunda-feira as outras agências de notação financeira, Moody’s e Fitch fizeram saber que não planeiam “para já” seguir o exemplo da Standard & Poor’s, mas isso não impediu que o índice FTSE MIB da bolsa italiana perdesse hoje cerca de três por cento .

Apesar de tudo o principal “fantasma” que assusta os investidores continua a ser o de uma restruturação total ou parcial da dívida grega, que parece cada vez mais ser considerada uma inevitabilidade.

Grécia: Privatizações e o quinto pacote de austeridadeDe Viena, Olli Rehn enviou um recado aos gregos que, segundo ele, têm de dar mais passos “nos próximos dias e semanas” para convencer as outras nações da UE e as instituições internacionais de crédito da sua sinceridade no combate ao défice. Nesse contexto, Rehn exortou Atenas a “intensificar com urgência” o seu ambicioso plano de privatizações.

"Iremos precisar de dar novos passos quanto à Grécia", indicou o comissário europeu. "A própria Grécia irá necessitar de tomar novas medidas para convencer os seus parceiros e os credores", acrescentou, aditando que "isso irá exigir medidas concretas."

As medidas concretas de que falava Rehn já estão a ser preparadas em Atenas. O Governo grego tem na manga um pacote de privatizações que deverá permitir ao Estado encaixar 50 mil milhões de euros.

Além disso está a ser preparado mais um pacote de austeridade, o quinto desde que Atenas recebeu a ajuda de 110 mil milhões de euros da União Europeia. 

Sabe-se para já que as novas medidas de austeridade trarão novos cortes de pagamentos extraordinários à função pública, novos cortes nas pensões e novos aumentos de impostos.

Está também previsto um emagrecimento dos quadros de pessoal do Estado. Nos próximos quatro anos, a meta é reduzir em 150 mil o número de funcionários públicos para permitir encaixar mais seis mil milhões de euros.

Mesmo assim os mercados não dão tréguas à Grécia. Na passada sexta-feira a agência de notação financeira Fitch anunciou que baixava em três níveis o “rating” da dívida grega, o que de imediato elevou os juros da dívida do país a novos recordes.

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