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A formiga no carreiro

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) considera que o plano de assistência financeira para a Região terá "um impacto muito negativo". O coordenador do sindicato na Madeira, Ricardo Freitas, disse hoje que o valor acordado é "insuficiente" para o relançamento da economia e para a Região poder sair da crise e apontou que podem recorrer a formas de luta, já que não vão permitir que haja "perda de postos de trabalho de uma forma injustificada".


Ricardo Freitas destacou a "previsibilidade de um quadro de mobilidade especial na Administração Pública", que significará, "provavelmente, que centenas ou milhares de trabalhadores poderão ir para casa nesse quadro de mobilidade especial a ganhar 60% ou 50%", constituindo essa medida uma "preocupação imediata".

O dirigente falou ainda da redução em 2% do número de trabalhadores da Administração Pública. "A diminuição clara desse número de efectivos, que poderá não ser atingido só com a aposentação, naturalmente será compensada com estas disposições de mobilidade especial e, pior do que isso, com a destruição de algum papel e funções do Estado regional que proporcionará piores condições de qualidade aos cidadãos", apontou. "Todo este documento assenta, no fundo, na perda da autonomia", frisou, considerando que "as disposições serão controladas a nível nacional".


Na área da Saúde serão atingidas "as pessoas e a população", com a diminuição da qualidade dos serviços, cortes no pessoal médico e na enfermagem. Na educação, a realidade será "a mesma". "É com profunda preocupação que assistimos a este desmantelar e é evidente que se tivermos ainda em conta o que acontecerá no sector empresarial do Estado, onde a privatização é palavra de ordem, a problemática do desemprego será uma realidade", vincou.

O SINTAP vai pedir reuniões ao Governo Regional para clarificar estas matérias e vai estar em "contacto permanente" com os trabalhadores da Administração Pública para receberem "orientações".


Ricardo Freitas salientou também que se for seguida a redução em 2% dos trabalhadores da Função Pública, estariam a falar da dispensa de 8 mil ou 9 mil trabalhadores em  quatro anos e que só as aposentações não serão suficientes para atingir as imposições da Troika nesse aspecto. "Prever só os impactos de redução de cumprimento a situações de aposentação não é realista", disse. "Vamos certamente ter luta porque não vamos poder permitir que haja perda de postos de trabalho de uma forma injustificada", rematou.


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