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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

30.Ago.12

SNS vai contratar enfermeiros sem vínculo à Função Pública

Estado já deu ordem para que enfermeiros ganhem 8,5 euros à hora

 

O Governo vai autorizar a contratação de enfermeiros sem vínculo à Função Pública. Ou seja, todos os enfermeiros podem concorrer. 

O Governo abre concurso, «a título excecional» para que os hospitais e centros de saúde contratem enfermeiros sem vínculo ao Estado, entendendo que só desta forma será possível «resolver as carências detetadas», escreve o «Diário Económico», que teve acesso à resposta dada ao PS pelo ministério da Saúde, o Executivo já deu também orientações para que esses profissionais sejam contratados com um salário de 1.201,48 euros mensais (valor mais baixo da tabela remuneratória da carreira de enfermagem), o que equivale a cerca de 8,5 euros por hora.

O grupo parlamentar socialista havia questionado o ministério a propósito de uma notícia que dava conta de enfermeiros contratados a 3,96 euros por hora, o que levou à indignação dos representantes destes profissionais e da oposição parlamentar. Na altura, o ministro Paulo Macedo anunciou que seria aberto concurso para que 750 enfermeiros que estão atualmente a termo pudessem passar para os quadros.

Agora, o ministério alarga o âmbito do recrutamento, permitindo que «todos os detentores dos requisitos para ingresso na carreira especial de enfermagem», apesar da preferência dada aqueles que já trabalham para o Estado. 


O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses vai reunir-se com o Ministério da Saúde em setembro para definir alguns pontos do concurso, que deverá abrir no final do próximo mês, para contratar 750 profissionais a 1.200 euros mensais. 
A presidente do Sindicato disse esta quinta-feiraà agência Lusa que a proposta do Ministério, apresentada aos representantes destes profissionais em julho, «não é suficiente porque se prevê que existam cerca de 1.600 enfermeiros numa situação precária de emprego».
Por outro lado, «não permite o aumento do número de efetivos dos serviços de acordo com as suas necessidades", apontou a dirigente sindical que reconhece, no entanto, ser "um passo em frente na tentativa de resolver este problema».
E o Governo «assumiu que, se este concurso não resolver todas as situações, abrirá novo concurso no início do próximo ano», avançou ainda Guadalupe Simões. 
Questões como os termos de abertura do concurso, o número de vagas distribuídas por instituição, ou se será nacional, serão definidos nas reuniões entre Governo e sindicato, que vão decorrer durante a primeira quinzena de setembro.
A expetativa dos enfermeiros é que seja possível abrir o concurso no final de setembro.


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