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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

25.Mar.13

Proposta de rescisões na função pública ignora funcionamento dos serviços, diz a UGT

O secretário-geral da UGT, João Proença, manifestou-se hoje contra as rescisões por mútuo acordo na Administração Pública por considerar que o Governo não mostra qualquer preocupação com o funcionamento dos serviços públicos.

"Para nós o que é profundamente negativo nestas rescisões amigáveis é o Estado não demonstrar qualquer preocupação com o funcionamento dos serviços da Administração Pública", disse João Proença em conferência de imprensa.

O sindicalista acusou o Governo de não mostrar qualquer preocupação com o facto de terem saído milhares de pessoas da função pública, sem terem sido substituídas, pondo em causa o funcionamento dos serviços públicos.

"Deviam ter sido criados mecanismos de compensação, nomeadamente através da mobilidade de trabalhadores entre serviços", defendeu.


O secretário de Estado da Administração Pública, Helder Rosalino, anunciou hoje, após reuniões com os sindicatos da função pública, que o Governo vai propor indemnizações de um salário e meio por cada ano de antiguidade para conseguir rescisões por mútuo acordo.

A proposta do Governo de rescisões vai começar a ser aplicada no segundo semestre deste ano e vai abranger os assistentes técnicos e operacionais que, segundo o governante, são cerca de 213 mil e ganham entre 600 euros e "mil e poucos" euros.


O secretário-geral da UGT considerou que as rescisões na Administração pública "não resolvem os problemas do Orçamento do Estado" pois em 2013 e 2014 vão ter um efeito negativo sobre o défice, devido ao s gastos com indemnizações.

"E também não resolvem os problemas da Administração Pública porque estão desligadas de qualquer processo de melhoria do funcionamento dos serviços públicos", concluiu Proença.


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