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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

11.Out.13

Sector privado ou sector público quem é mais sacrificado

O Primeiro-Ministro diz que o sector privado tem sido mais sacrificado pela crise do que o público. Já os sindicatos da Função Pública argumentam que quem está a pagar a crise são os funcionários públicos e as associações de reformados dizem que são os pensionistas os mais penalizados.

 As medidas específicas dirigidas aos trabalhadores do sector público começaram em 2010, quando o Governo socialista de José Sócrates,decidiu cortar 5% em média nos salários do sector público, corte que entrou em vigor em 2011. Em 2012, já com o Governo PSD/CDS, foram cortados os subsídios de férias e Natal, corte que não se aplica este ano devido ao veto do Tribunal Constitucional. Aos pensionistas foi cobrada este ano pela primeira vez a contribuição de solidariedade, que afecta menos de 10 por cento dos pensionistas existentes em Portugal.


Os pensionistas tiveram também um corte dos subsídios de férias e de Natal no ano passado, medida que não será aplicada este ano por veto do Tribunal Constitucional. No caso dos trabalhadores do sector privado, o Governo não toma decisões directas e o que sabemos resulta de avaliações estatísticas. Desde que Portugal chamou a troika, há mais 211 mil desempregados. A  esmagadora maioria do desemprego em Portugal é proveniente do sector privado: são as fábricas e as empresas que fecham portas ou que fazem despedimentos colectivos.


Ou seja, enquanto no sector público se perdem sobretudo salários, no privado perdem-se sobretudo empregos. Mas no privado também se perdem salários. Calcula-se que 55 por cento dos trabalhadores do privado sofreram cortes de 10 por cento em média nos salários desde que a crise começou. Há também sacrifícios comuns a todos. A subida dos impostos foi aplicada a todos por igual. O mesmo acontece com a redução dos valor das horas extraordinárias cobradas por trabalho em feriado ou horas extra, e ainda com a abolição de 4 feriados.