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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

08.Nov.13

Líderes da CGTP e UGT esperam "grande adesão" à greve da Função Pública


Escolas, hospitais e tribunais vão ser particularmente afetados pela greve da Função Pública, que começou às zero horas. Serviços como a recolha de lixo foram dos primeiros a mostrar a adesão. Os líderes das centrais sindicais que convocaram a paralisação estiveram no arranque dos piquetes de greve em Lisboa para apoiar os trabalhadores que decidiram aderir.

O agravamento dos cortes salariais para os funcionários públicos levou os sindicatos da UGT e da CGTP a convocarem esta greve que poderá levar ao encerramento de escolas, tribunais, finanças e deixar o lixo por recolher nas ruas. 

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Federação  Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos  do Estado (UGT) são unânimes relativamente às perspetivas de adesão ao protesto:  a paralisação deverá contar com uma forte adesão tendo em conta a indignação  demonstrada pelos trabalhadores.  

Os secretários gerais da CGTP e da UGT, que acompanharam os piquetes  de greve nos primeiros serviços onde a paralisação se fez sentir, também  manifestaram otimismo quanto à perspetiva de elevada adesão. 


"Esta greve talvez vá ser uma das maiores de sempre na administração  pública, porque os trabalhadores não aguentam mais cortes e sacrifícios",  disse à agência Lusa a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila.  

Tendo em conta os contactos com os trabalhadores nos locais de trabalho  e os resultados de greves anteriores, os dirigentes das três estruturas  sindicais que convocaram o protesto acreditam que a paralisação terá resultados  mais significativos nos hospitais e centros de saúde, escolas, tribunais,  repartições de finanças e administração local. 

A recolha de lixo e os transportes municipalizados, que existem em cidades  como Braga, Coimbra e Barreiro, deverão ser, de acordo com os sindicalistas,  os serviços mais afetados nas autarquias. 

A greve dos funcionários públicos foi marcada pelas estruturas sindicais  do setor como forma de protesto contra novos cortes salariais e de pensões  e o aumento do horário de trabalho, entre outras medidas.  


A proposta de lei do Orçamento do Estado (OE2014) entregue dia 15 de  outubro no Parlamento pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque,  prevê que seja "aplicada uma redução remuneratória progressiva entre 2,5%  e 12%, com caráter transitório, às remunerações mensais superiores a 600  euros de todos os trabalhadores das Administrações Públicas.  

O subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos aposentados, reformados  e pensionistas vai ser pago em duodécimos no próximo ano, segundo a proposta  de OE2014, que mantém a aplicação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade  (CES) sobre as pensões. 

       Lusa

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