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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

26.Nov.13

Hélder Rosalino: Cortar salários a partir de 675 euros é mais justo do que a partir de 1.500

Secretário de Estado da Administração Pública considera que o corte salarial proposto pelo Governo para 2014 é mais justo e equitativo do que o que foi proposto pelo Governo de José Sócrates.

O corte de salários na Função Pública, que deve começar nos 675 euros (apesar de o Governo ter proposto que começasse nos 600 euros) “convoca com mais equidade e justiça um colectivo de trabalhadores da Função Pública”, garante Hélder Rosalino. Trata-se de “uma medida mais justa e equitativa do que a medida que vigorava desde 2011”, que “libertava mais de 50% dos funcionários públicos”.

 

O corte agora proposto “não agrava excessivamente os trabalhadores mais qualificados”, acrescenta ainda o governante. Em 2011, o Governo então liderado por José Sócrates impôs cortes nos salários públicos que começavam por reduzir 3,5% dos salários acima de 1.500 euros e se estendiam até um corte de 10% nos salários a partir de 4.165 euros.

 

No novo esquema de cortes proposto pelo Governo, as reduções começam nos 2,5% nos salários acima dos 675 euros e sobem progressivamente até um corte de 12% nos rendimentos superiores a dois mil euros. PSD e CDS apresentaram uma proposta de alteração que faz os cortes iniciarem-se a partir dos 675 euros, subindo o limite de 600 euros definido pelo Governo. A proposta deve representar um desagravamento de 21 milhões de euros aos salários.

 

Para Hélder Rosalino, “esta medida insere-se no esforço de consolidação orçamental a que o País está sujeito e que não pode de todo evitar”, porque “é preciso recuperar a soberania financeira e libertar a Função Pública dos estrangulamentos a que tem estado sujeita”.

 

Também nos outros países em programa tem havido cortes drásticos nas remunerações, justifica Rosalino. “Na Grécia o corte médio do salário dos funcionários públicos foi de mais de 30% considerando o efeito fiscal” e de 15% sem contar com esse efeito. Já na Irlanda, “a redução salarial efectiva desde 2010 foi superior a 20% contando com o efeito fiscal e superior a 14% sem contar com esse efeito”.