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A formiga no carreiro

Os sindicatos da Função Pública não estão satisfeitos com o processo da mobilidade especial. O Sindicato dos Quadros Técnicos classifica o processo como um «desastre», ao passo que a FESAP fala na aplicação do processo à margem da lei.

 

O Sindicato dos Quadros Técnicos considera que o processo de mobilidade especial na Função Pública só pode ser qualificado como «desastre» e por isso exige a revogação do diploma que prevê esta situação.

 

 

Em declarações à TSF, Bettencourt Picanço lembrou que a Administração Pública precisa das pessoas e que essas mesmas pessoas com a mobilidade especial se vêem impedidas de trabalhar.

 

«Não compreendemos como é que o Governo tendo já visto decorrer um ano sobre este processo não faz marcha-atrás para revogar um diploma que não leva a lado algum», acrescentou este dirigente do STE.

 

 

A FESAP também considerou que este processo tem sido negativo, uma vez que a mobilidade especial tem atingido de forma forçada um conjunto de pessoas nem uma aplicação uniforme nem dentro da lei.

 

«Não havendo a aplicação dentro dos quadros da legalidade motivou situações de os trabalhadores não terem sido sujeitos à sua formação por inépcia dos serviços. Quanto a outras situações foram fatos feitos à medida», acrescentou Nobre dos Santos.

 

A Frente Comum assinalou que não conseguiu colocar muitos trabalhadores na mobilidade especial como pretendia e que onde esta situação foi aplicada os serviços começaram funcionar mal.

«Tiveram de ir buscar trabalhadores a outro lado por contrato. Isto foi o positivo, mas o negativo foi o prejuízo que se causou aos trabalhadores», acrescentou Ana Avoila.

 

Entretanto, contactado pela TSF, o Ministério das Finanças assumiu que pouco tem sido feito ao jnível da formação profissional, mas que mesmo assim está a ser feito um esforço para recolocar os funcionários em mobilidade especial.

 

 Nobre dos Santos diz que a mobilidade especial tem sido aplicada à margem da lei

 

 


Funcionários em mobilidade especial consideram-se esquecidos

 

Os funcionários públicos em situação de mobilidade especial consideram que foram esquecidos pelo Governo. Em casa com ordenado reduzido, apenas 128 dos mais de 17 mil nesta situação garantiram a sua colocação.

Os funcionários públicos que estão em casa em situação de mobilidade especial consideram que foram esquecidos pelo Governo, uma vez que a maior parte nem sequer chegou a participar em nenhuma acção de formação.

 

 

Ouvido pela TSF, um desses funcionários, em casa há um ano, lembrou que no dia em que deixou de trabalhar foi-lhe dito que tinha de esperar até ser chamado, o que ainda não aconteceu.

 

«Até agora nunca nos chamaram para ter formação profissional. Estou à espera que decidam esta situação. Isto é uma situação muito crítica», acrescentou António Resende.

 

 

Com um ordenado de apenas 80 por cento e auferir pouco mais de 500 euros, este funcionário público há 29 anos recordou que está a pagar um empréstimo de cerca de 300 euros por causa do seu apartamento.

 

«Veja lá o que ficar. Será que se consegue viver com 40 contos por mês?», perguntou António Resende, que em breve passará apenas a receber 67 por cento do seu ordenado.

 

 

Este antigo funcionário da casa do Douro e da Direcção Regional de Agricultura de Mirandela já pensou em trabalhar for fora, mas ainda não o fez porque está impedido de fazer qualquer desconto.

 

 António Resende explica que ainda nem sequer foi chamado para uma formação profissional

 

Fonte TSF

 

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