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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

16.Dez.13

Reposição de salários depende de crescimento que Portugal não regista há 13 anos

Há 13 anos que a economia nacional não cresce a um ritmo igual ou superior a 2,5%, valor que o primeiro-ministro considerou ontem necessário para repor os cortes salariais na Função Pública.

Questionado sobre quando haverá condições para anular os cortes salariais aplicados à Função Pública, Passos Coelho disse ontem, em entrevista à TVI e à TSF, que essas reduções de rendimento "podem ser desfeitas se atingirmos o excedente orçamental e um crescimento acima de 2,5 a 3%".


Dados oficiais mostram que a última vez que a economia nacional cresceu a esse ritmo foi em 2000, ano em que o PIB aumentou 3,9%. A condição apontada ontem pelo primeiro-ministro para anular os cortes salariais não se verifica portanto há 13 anos.

Além disso, as próprias contas do Executivo não apontam, pelo menos antes de 2016, que a economia possa crescer a esse ritmo. A previsão mais longínqua disponível, para 2015, projecta um crescimento de 1,5% do PIB.


Os funcionários públicos têm os seus salários cortados desde 2011. Nesse ano, ainda com José Sócrates e Teixeira dos Santos no Governo, todos os rendimentos superiores a 1.500 euros brutos mensais foram reduzidos de forma progressiva até um corte máximo de 10%. Essas reduções serão substituídas em 2014 por cortes aplicados aos salários acima de 675 euros que podem chegar até 12%.