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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

29.Jul.08

Estado gasta 27 milhões de euros com salários de gestores públicos

Em 2007 os gestores públicos receberam 26,8 milhões de euros num universo de 77 empresas, o que significa que o encargo com a remuneração das administrações públicas subiu no ano passado 30 por cento.  
 

 

Os 26,8 milhões de euros representam um valor médio por cada administração (que pode ter entre três e onze elementos) de 349 mil euros, segundo o documento sobre o bom governo das sociedades que acompanha o relatório sobre o sector empresarial do Estado, divulgado na semana passada. 

 

Por exemplo, em 2007 o ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos e actual gestor do BCP, Santos Ferreira, ganhava 516 mil euros, um valor ainda assim abaixo do praticado no privado.

Estes custos com a remuneração base da gestão das empresas públicas demonstram um aumento de 30 por cento em relação aos valores pagos aos conselhos de administração de 78 empresas públicas em 2006.

 

Uma fonte oficial do Ministério das Finanças, citada pelo Diário de Notícias, que esta terça-feira divulga a notícia, considera que os dados de 2006 e 2007 não são comparáveis porque se baseiam em indicadores distintos.

O levantamento de 2006 terá sido feito com base em informação das próprias empresas e não abrangia toda a carteira do Estado. Neste caso também só foi contabilizada a remuneração base. Os dados de 2007 têm um âmbito mais alargado.

 

De qualquer forma, a fonte do Ministério das Finanças reconhece que as empresas do Estado têm agora mais administradores do que no ano passado, embora sejam não executivos e com salários mais baixos.

Outra mudança importante que pode contribuir para esta subida dos encargos com as administrações é a transformação de hospitais quer estavam no sector público administrativo em empresas públicas.

 

 

Jornalista Alexandra Nunes resume dados sobre dados relativos a remunerações dos gestores públicos

Fonte TSF