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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

13.Mai.16

ADSE com novas tabelas para garantir “sustentabilidade do sistema"

Há actos médicos que vão começar a ser pagos e outros cujo valor será menor. Director-geral do subsistema de saúde da Administração Pública garante que assim os beneficiários estão mais protegidos.
 
 

Existem novas tabelas na ADSE que, em alguns casos, se vão traduzir em menores custos. Noutros, pelo contrário, o utente terá de pagar um acto que até aqui não pagava.

É o caso das próteses colocadas em cirurgias realizadas nos hospitais privados. “Paga 20% do valor da prótese até ao valor máximo de 200 euros”, avança à Renascença o director-geral da ADSE, Carlos Baptista.

“Se a prótese 60 mil euros, paga 200 euros, se custar 200, paga 40”, exemplifica, justificando a alteração com a necessidade de “critérios de racionalidade”. “Como estes valores não eram pagos pelos beneficiários, a tendência de alguns operadores era facturar próteses de valor superior àquilo que é normal”, adianta.

Noutros casos, os beneficiários vão pagar menos, como nos exames de TAC e ressonâncias magnéticas.

“Das quatro alterações que a ADSE introduziu recentemente no regime convencionado, os beneficiários vão ter um menor custo, apesar de algumas rubricas poderem pagar ligeiramente mais do que na situação actual. Foram introduzidos critérios de racionalidade económica, para dar alguma sustentabilidade ao sistema e para defender os beneficiários”, afirma Carlos Baptista.

“Ao mesmo tempo, fixou-se um preço para actos cirúrgicos em ambulatório, que antes eram facturados à linha e agora fixou-se um preço e o beneficiário paga uma percentagem desse preço e não da factura apresentada pelo hospital”, acrescenta.

O melhor mesmo é consultar a nova tabela e as quatro alterações essenciais – com as quais a ADSE deverá poupar quatro milhões de euros por ano, enquanto hospitais privados devem perder cinco milhões, segundo os cálculos do director-geral do subsistema.

Na prática, são quatro as alterações: a redução ligeira do preço dos exames de TAC, a redução de cerca de 13,5% das ressonâncias magnéticas e a introdução de um conjunto de preços fechados em procedimentos cirúrgicos realizados em ambulatório.

À agência Lusa, o director-geral da ADSE afirmou ainda que os preços na saúde privada em Portugal são "claramente excessivos”, comparados com “as práticas internacionais” e tendo em conta “a capacidade financeira da população”, considerando que alguns vão ter de descer.

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