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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

14.Jul.14

Cortes renderam mais de oito mil milhões aos cofres do Estado

Durante os quatros anos que a troika esteve em Portugal foram poupados no total mais de oito mil milhões de euros na Função Pública, ou seja, anualmente os cortes representaram uma diminuição de dois mil milhões de euros, noticia hoje o Jornal de Notícias. Ainda assim, o Governo irá discutir esta segunda-feira com os sindicatos o regresso às reduções salariais de 2011.

 

O economista, Eugénio Rosa, revelou que os cortes na Função Pública durante os anos em que o país esteve sob intervenção da troika equivalem anualmente a dois mil milhões de euros, indica o Jornal de Notícias.

Entre o congelamento de salários e carreiras, cortes nas remunerações, saída de funcionários que reduzem a despesa com pessoal e sobrecarregam os que ficam, aumento dos descontos para a ADSE, entre outras poupanças e receitas adicionais, o Estado conseguiu poupar durante os últimos anos oito mil milhões de euros. Mas no horizonte, o cenário não parece mudar.

 

“Estamos a falar de novos cortes para durarem até 2019, uma vez que em 2011 a taxa de desconto para a ADSE era de 1,5% e agora é de 3,5%. Por outro lado, as tabelas de IRS são muito mais gravosas para os trabalhadores comparativamente às que estavam em vigor há quatro anos”, revela José Abraão, dirigente do sindicato FESAP.

Durante o dia de hoje, o secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins, irá discutir com os sindicatos alguns destes temas e irá debater outros cortes a serem aplicados no futuro, além do possível regresso das reduções salariais de 2011.

 

Contudo, a ministra das Finanças já garantiu que nenhum funcionário público ficará a ganhar menos. Ainda assim, o Governo está a planear cortar nos suplementos pagos aos trabalhos do Estado e por isso, será discutido esta segunda-feira, a Tabela Única de Suplementos (TSU), com os sindicatos.