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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

04.Abr.17

Descongelar carreiras vai custar 400 milhões

Ministro das Finanças diz que processo será faseado e valor está previsto no Plano de Estabilidade.

O Governo vai consignar 400 milhões de euros para descongelar as progressões das carreiras da Função Pública, nos próximos dois anos, à razão de 200 milhões de euros em cada exercício orçamental, ou seja, nos orçamentos do Estado de 2018 e 2019. Em entrevista ao Público, o ministro das Finanças, Mário Centeno, explica que se trata de cumprir o que "está inscrito no Programa de Estabilidade do ano passado" e que esse descongelamento se fará de forma faseada.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP), José Abraão, diz desconhecer "totalmente esses números" e espera que na reunião marcada para a próxima quarta-feira, dia 4 de abril, a secretária de Estado da Administração Pública, Carolina Ferra, "explique a situação". Mas, desde logo, José Abraão, é perentório: "Se é para impor faseamento, se é para impor 200 milhões de euros por ano e determinar as negociações, então não é esse o caminho. "

No congresso da UGT, no passado fim de semana, foi aprovada uma proposta da FESAP na qual se admite o recurso à greve geral caso o Governo não inicie as negociações para a progressão nas carreiras. Outro problema que se vai colocar é o dos retroativos resultantes do facto de as carreiras estarem congeladas há vários anos. O Governo já disse que não deverá pagá-los – ascendem a milhões de euros – mas está disponível para negociar.
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