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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

11.Mar.14

Despesas do Estado crescem com horário das 40 horas

O horário das 40 horas na Função Pública aumentou as despesas do Estado no quarto trimestre, revelam dados do INE.

O consumo público cresceu 0,1% no quarto trimestre em relação ao período homólogo, "associado, em parte, ao impacto do aumento da duração do período normal de trabalho na Administração Pública de 35 para 40 horas semanais", afirma o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

O organismo explica que o alargamento do horário de trabalho na Função Pública traduziu-se "numa redução do deflactor da componente de remunerações e, consequentemente, num efeito positivo em volume".

A avaliação do impacto do aumento do número de horas de trabalho no Estado resulta de dois efeitos. Em Janeiro, o INE disse ao Diário Económico que "no plano teórico, e considerando tudo o resto constante, o volume de bens e serviços produzidos aumenta se aumentar a quantidade total de trabalho". E, neste caso, é preciso ter em conta que "a variação da quantidade total de trabalho depende da alteração no volume de horas efectivamente trabalhadas (e que não corresponde necessariamente à alteração ocorrida no horário legal)", acrescentou o instituto.

 

No entanto, numa segunda fase é preciso ter em conta outro tipo de impactos. Ao subir o horário de trabalho normal, o número de horas extraordinárias pagas tende a diminuir. Isto já se vai reflectir num impacto negativo no PIB a preços correntes. E, por fim, se pelo facto de cada funcionário trabalhar mais horas forem dispensados trabalhadores, isso afecta negativamente o PIB tanto em termos de volume, como de valor, já que são trabalhadas, no total, menos horas e a massa salarial cai.

O consumo público subiu 1,1% no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior.