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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

13.Out.14

Estado perde 52 funcionários por dia

Até novembro estarão reformados 17 579 funcionários públicos.

 

Os funcionários públicos estão a abandonar o Estado para entrarem na reforma a um ritmo de 52 trabalhadores por dia, desde o início do ano. Até novembro, e tendo em conta os pedidos que já deram entrada para a reforma se iniciar em novembro, foram 17 579 os funcionários públicos que optaram por sair da Administração Pública.

Os números da Caixa Geral de Aposentações (CGA) mostram, assim, que há um aumento de 7,9 por cento em relação ao número de saídas para a reforma em igual período de 2013. A lista da CGA referente a novembro e ontem publicada conta com 1861 trabalhadores que vão abandonar o Estado.

 

Muitos funcionários públicos optam pela reforma de modo a escapar aos cortes nos salários ou a novas medidas de austeridade que reduzam ainda mais o rendimento familiar. É que, ao contrário do que acontece na Segurança Social, na Função Pública ainda são permitidas as reformas antecipadas.

 

Mais do que a antiga mobilidade especial – agora requalificação – ou programas de rescisões amigáveis, as reformas têm sido a via verde do Estado para aliviar os números dos funcionários públicos no ativo.

 

Mesmo assim, e apesar dos cortes que ainda se aplicam nas pensões, há 251 reformas acima dos 4 mil euros que os cofres públicos vão ter de suportar a partir do próximo mês. Destas, cerca de 30 são acima de cinco mil euros e pertencem na maioria a médicos, juízes e professores universitários no topo da carreira. As reformas médias dos 635 mil aposentados do Estado estavam, em agosto, nos 1185,7 euros segundo números da Direção-Geral do Orçamento.

Só em 2012 e 2013 saíram do Estado cerca de 50 mil pessoas, com mais de 60% deste universo a optar pela reforma. O segundo motivo foi a não-renovação do contrato.

 

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