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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

22.Jan.15

Falta de pessoal nos hospitais cria dificuldades aos utentes

Serviço Nacional de Saúde

 

O SINTAP manifesta grande preocupação face à situação que se vive atualmente em todo o setor da saúde, verificando-se casos verdadeiramente caóticos e para os quais o Governo parece, ou não ter capacidade, ou não querer dar resposta.

 

Este problema está relacionado, não só com os inaceitáveis cortes que estão a ser aplicados num setor tão importante e com a indiscutível falta de pessoal médico, mas também com a falta de trabalhadores em todas as carreiras diretamente ligadas à prestação de cuidados de saúde à população.

 

O SINTAP vem assim alertar para o imperativo de se dar uma resposta cabal a esta situação, resposta esta que passa, inevitavelmente, pela contratação de mais trabalhadores para as carreiras de técnico, assistente técnico e assistente operacional, bem como pela valorização dessas mesmas carreiras.

 

Relembramos que este conjunto de trabalhadores que, na sua vasta maioria, aufere salários extremamente baixos, muitos deles inclusivamente abaixo do salário mínimo nacional, tem sido muito afetado pelas políticas de austeridade impostas pelo Governo, vendo-se obrigado a trabalhar por períodos de 10h, 12h ou até em turnos consecutivos, sem que por isso seja justamente compensado.

 

Os hospitais e as demais unidades de saúde têm hoje menos pessoal e menos dinheiro para dar resposta a uma situação que é cada vez mais exigente, tanto em número de solicitações como na sua complexidade, pelo que é urgente a introdução de fatores de motivação.

 

O SINTAP considera por isso que é de grande importância que o Governo inverta, de uma vez por todas, a política de austeridade excessiva que está a levar à ruína o Serviço Nacional de Saúde, investindo, tanto financeiramente, como através da contratação e da valorização dos recursos humanos existentes, contribuindo para a melhoria das condições laborais e dos cuidados prestados aos cidadãos, na certeza de que esse investimento traduzir-se-á futuramente em poupança.

 

 

Lisboa, 22 de janeiro de 2015