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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

07.Nov.14

FESAP. Estado e entidades empregadoras devem continuar a financiar a ADSE

A FESAP entende que, “independentemente da decisão o TC”, o financiamento da ADSE “é uma questão que deve ser reflectida e deve ser novamente aberta”

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) defendeu quinta-feira que as entidades empregadoras e o Estado devem continuar a financiar a ADSE para que este sistema de saúde possa subsistir.

“O que é importante é que as entidades empregadoras e o Estado continuem a financiar, no mínimo que seja, o subsistema de saúde da ADSE, de forma a que ele possa subsistir e de algum modo possa ser aberto a outros trabalhadores, nomeadamente os trabalhadores dos hospitais EPE [Entidade Pública Empresarial]”, afirmou hoje o dirigente da FESAP José Abraão, em declarações à Lusa a propósito da decisão do Tribunal Constitucional (TC) em relação aos descontos para a ADSE.

O TC deu hoje "luz verde" aos aumentos dos descontos para a ADSE e outros subsistemas de saúde do Estado, aprovados em maio, diploma cuja fiscalização tinha sido pedida pelo PCP, BE e PEV, em junho.

Para José Abraão, “a questão do aumento é naturalmente incompreensível, na medida em que vai empobrecer mais os trabalhadores da Administração Pública, e foi mais uma forma que o governo encontrou de financiar o Orçamento do Estado à custa dos trabalhadores”.

A FESAP entende que, “independentemente da decisão o TC”, o financiamento da ADSE “é uma questão que deve ser refletida e deve ser novamente aberta”.

“A ADSE não deve ser um sistema fechado, deve ser um sistema aberto que permita que outros trabalhadores se possam inscrever para nele contribuir”, defendeu José Abrão.

Além disso, o dirigente sindical reitera que “o Estado deve continuar a contribuir para viabilizar este sistema, de modo a que, também por essa via, se possa contribuir para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), uma vez que o que está em causa é isso mesmo”.

 

“A partir do momento em que um milhão e 300 mil pessoas integrassem o SNS, ficando a depender exclusivamente dele, estaria em causa a sua sustentabilidade em relação ao futuro”, concluiu.