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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

21.Abr.14

FMI insiste nas reformas do trabalho, pensões e administração pública

O FMI insiste nas reformas do sistema de pensões, a administração pública e o mercado laboral. Fundo confirma que o Governo português já transmitiu as medidas para atingir o défice de 2015

O FMI avisa que apesar do bom desempenho em 2013 e da melhoria contínua das perspectivas económicas, Portugal tem de continuar as reformas estruturais e a vigilância orçamental.

Portugal, escreve o FMI, continua a estar suscetível à volatilidade dos mercados e ainda existem garrotes que contrariam o crescimento, o aumento da competitividade e atrasam a viragem económica.

 

A instituição liderada por Christine Lagarde escreve que recebeu do Governo português o compromisso de manter a disciplina fiscal, bem como o conjunto de medidas que garantem a meta do défice de 2,5% do PIB em 2015. O Fundo não diz quais são, e não fala de forma explícita no Tribunal Constitucional, mas menciona «riscos para o orçamento» e argumenta que o currículo do Governo, que no passado encontrou medidas alternativas, faz confiar que o mesmo pode acontecer mais uma vez.

O FMI insiste que é preciso manter uma trajetória descendente da dívida e, por isso, os esforços de consolidação têm de continuar. Mas deixa um reparo: nem todas as reformas estruturais levadas a cabo pelo executivo - que no entender da instituição são críticas para fazer crescer a riqueza nacional - tiveram efeitos visíveis, tornando por isso necessária uma estratégia de médio prazo para combater a rigidez nos mercados laboral e de produto.

 

São ainda necessárias novas medidas para estimular a desalavancagem das empresas (ou seja, o excessivo recurso ao crédito) bem como, para garantir a robustez dos bancos, manter uma vigilância continuada no sector financeiro.

O FMI nota ainda as continuadas declarações de apoio a Portugal por parte dos líderes europeus, que garantem que vão ajudar o país no regresso aos mercados.