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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

12.Out.16

Função Pública exige aumentos em 2017

Os sindicatos da Função Pública querem um aumento salarial no próximo ano e vão expressar essa reivindicação no âmbito do processo de negociação coletiva anual com o Governo, que se inicia esta quarta-feira.

A Frente Comum, afeta à CGTP, avisa que não aceitará mais um ano de congelamento de salários e de progressões na carreira, tendo já marcado para o dia 18 um plenário, seguido de desfile até ao Ministério das Finanças. Os sindicatos não admitem que não haja mais nada para lhes oferecer em 2017 além de um ano inteiro de salário sem cortes.

"O congelamento dos salários e das progressões na careira é uma história que se repete há vários anos mas vamos deixar claro que não há nenhum argumento de falta de dinheiro que nos demova das nossa reivindicações". Foi desta forma que Ana Avoila resumiu ao JN/Dinheiro Vivo a posição que assumirá na reunião de hoje, em que serão apreciadas as reivindicações dos sindicatos à luz da proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2017.

Salientando que para a Frente Comum "é indispensável que haja um aumento de salários em 2017", Ana Avoila acrescenta que o tom do plenário do dia 18 será mais ou menos duro em função do resultado desta primeira reunião e da manifestação de disponibilidade do Governo para acomodar algumas das exigências que esta estrutura sindical colocou em cima da mesa. Entre estas está um aumento de 4% e uma subida do subsídio de refeição para os 6,5 euros.

"Sem linhas vermelhas"

Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros do Estado (STE), afirma partir para esta reunião sem "linhas vermelhas", mas avisa que as coisas não poderão ficar iguais. "Esperamos que o Governo tenha uma contraproposta porque, se assim não for, estará a replicar a atitude do Governo anterior", sublinhou a dirigente sindical, acentuando que não faria sentido iniciar o processo negocial "sem ter nada de substantivo" para oferecer. Entre as exigências para 2017, o STE inclui a subida do subsídio de alimentação (de 4,27 para 5 euros), um aumento de salários e de pensões de 2% e o descongelamento das progressões nas carreiras.

A Federação do Sindicatos da Administração Pública também vai sem linhas vermelhas e optou por nem sequer definir um valor de aumento de salários para o próximo ano. Mas exige uma subida do salários dos trabalhadores que se encontram no fim da tabela remuneratória, onde a remuneração base ronda os 532, 08 euros. "Estamos a falar de trabalhadores que estão há cerca de 20 anos na Função Pública e que se não tiverem um aumento serão absorvidos pelo aumento do salário mínimo", refere José Abraão. Ou seja, ficarão a ganhar o mesmo que um trabalhador que ingresse agora na Função Pública, tendo em conta que a proposta de aumento do salário mínimo nacional aponta para os 557 euros.

A Fesap exige ainda (também sem avançar com valores) um aumento do subsídio de alimentação.



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