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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

19.Mai.17

Função pública volta a crescer e tem mais 6761 trabalhadores

O emprego público voltou a aumentar no primeiro trimestre deste ano, tanto em termos homólogos como face ao final de 2016.

A administração pública chegou ao final do primeiro trimestre deste ano com um total de 669 237 trabalhadores. São mais 6761 do que um ano antes e mais 5416 do que no final de 2016, segundo indicam os dados da Síntese Estatística do Emprego Pública revelados esta segunda-feira.

Para esta subida contribuíram as três administrações: central, regional e local, ainda que o acréscimo se tivesse observado essencialmente junto dos serviços que dependem do Estado. Trata-se do sétimo trimestre consecutivo em que o emprego público regista um aumenta na comparação homóloga, o que que corta com o ciclo de reduções sucessivas que se observaram durante o período da troika. 

 

Na evolução em cadeia (que sofre a influência do final e início dos anos letivos, por exemplo) este é o segundo trimestre a registar uma subida. “Em comparação com o final do trimestre anterior, o emprego nas administrações públicas cresceu 5 416 postos de trabalho (0,8%), em resultado do aumento do emprego na administração central (mais 4 319 postos de trabalho correspondente a um crescimento de 0,9%), em particular no Ministério de Educação e no Sector Empresarial do Estado”, precisa o documento elaborado pela Direção Geral da Administração e do Emprego Público.

 

Este aumento, refere ainda o SIEP “é reflexo da contratação de trabalhadores, em particular docentes para os estabelecimentos de educação e de ensino básico e secundário do Ministério da Educação e de médicos e enfermeiros nos estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde, Entidades Públicas Empresariais (E.P.E.) e Agrupamentos de Centros de Saúde do Ministério da Saúde”. No Programa de Estabilidade, remetido a Bruxelas, o governo compromete-se a manter a redução do número de funcionários públicos mas através de uma forma menos acentuada do que a prevista em anos anteriores.

Os números agora divulgados incluem os trabalhadores com vínculo precário, pelo que o programa de regularização destas situações não deverá contribuir para um acréscimo do universo de funcionários. 

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