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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

17.Abr.14

Governo dos Açores avança com centrais de serviços partilhados na administração regional

O Governo dos Açores anunciou hoje a criação da Central de Serviços Partilhados da Ilha Graciosa, para uma gestão centralizada de recursos da administração pública regional, que pretende alargar a todas as ilhas e a toda a administração.
 

Este é "o primeiro passo na operacionalização de um novo modelo de organização e gestão dos serviços da administração pública regional", segundo o comunicado hoje divulgado do Conselho do Governo açoriano, que se reuniu na Graciosa na segunda-feira à noite, no âmbito da visita que fez a esta ilha.

 

Em conferência de imprensa, o vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, disse que o objetivo é criar estas centrais de serviços partilhados em toda a administração da região, para tornar mais eficaz e eficiente a gestão dos recursos humanos, instalações, infraestruturas, parques de máquinas ou processamento de vencimentos.

Segundo Sérgio Ávila, existem na administração "um conjunto de serviços" comuns a diversos departamentos que são "repetidos" sem necessidade dentro de cada unidade e que podem passar a ser assegurados por estas centrais, as quais levarão em conta as especificidades de cada departamento ou ilha.

O modelo arranca "de forma experimental" na Graciosa, para ser "progressivamente" alargado, afirmou.

Na mesma reunião, o Conselho do Governo aprovou uma série de apoios e parcerias a entidades e empresas da Graciosa, de diversas áreas.

 

Entre eles, está a atribuição de um incentivo de cinco milhões de euros não reembolsáveis e mais 2,9 milhões como empréstimo reembolsável à empresa Graciólica, no âmbito do projeto de construção de um parque eólico, um parque fotovoltaico e uma central de baterias na ilha, num investimento total de 25 milhões de euros.

O projeto prevê que 65% da energia consumida na Graciosa seja proveniente de fontes renováveis.

O Governo dos Açores aprovou ainda contratos programa a estabelecer com diversas empresas do setor público este ano, entre elas o Teatro Micaelense, no valor de 700 mil euros, estabelecendo que será esta a entidade que assumirá a gestão do Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande.

 

Por outro lado, o executivo decidiu conceder um aval à empresa que gere as lotas na região, a Lotaçor, para um empréstimo de dois milhões de euros, dizendo que se destina a "uma operação de financiamento sem aumentar o endividamento líquido da empresa".

O Conselho do Governo Regional avançou também com a criação de uma "estrutura de missão" com vista à criação da "Casa da Autonomia" no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada.

A concretização deste projeto passará pela adaptação do edifício e a inventariação do "espólio material e imaterial da Autonomia dos Açores".