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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

15.Mar.17

Greve na saúde pode alargar-se a todos os funcionários

A greve que os enfermeiros marcaram para 30 e 31 de março poderá estender-se ao restante pessoal da saúde.

 

A Federação dos Sindicatos da Função pública (Fesap), admite avançar com um pré-aviso de greve para os profissionais da saúde caso se confirma a disponibilidade do Ministério da Saúde para alargar a todos os médicos a reversão parcial do corte no pagamento das horas extraordinárias. Se avançar para a greve, a Fesap irá marca-la para os dias 30 e 31 de março, fazendo-a coincidir com a paralisação anunciada pelos enfermeiros.

Em, comunicado, o Sindicado dos Enfermeiros Portugueses (SEP) refere que a concretização desta greve “está nas mãos” da equipa do Ministério da saúde e do resultado de uma reunião a realizar a 22 de março. Entre as várias reivindicações apresentadas pelos enfermeiros está a reposição do valor integral das horas de qualidade/penosas e o pagamento do trabalho extraordinário.

A esta paralisação poderão juntar-se as restantes categorias profissionais da saúde, como resposta à discriminação que o restante pessoal sente perante a possibilidade de o pagamento do trabalho extra dos médicos ser reforçadas.

De acordo com o Sindicato Independente dos Médicos, Roque da Cunha, o governo comprometeu-se com os sindicatos médicos a repor 25% das horas extraordinárias a partir de abril a todos os profissionais de saúde e a negociar para que a reposição total ocorra até ao fim do ano. Desde 2012 que, através do orçamento do Estado, os funcionários públicos estão sujeitos a um corte de 50% no pagamento das horas extra.

 

Este ano, esta situação começou a ser revertida, com a reposição de parte deste corte nos serviços de urgência e cuidados intensivos e consultas externas. Os representantes sindicais não concordam com a solução e ameaçaram ir para a greve se a medida não fosse estendida a todos os médicos. José Abraão, secretário-geral da Fesap não discorda que a medida seja aplicada a todos os médicos mas não aceita que os restantes trabalhadores da saúde sejam discriminados e fiquem de fora desta medida

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