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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

22.Abr.16

Greves em mínimos de quatro anos com governo de esquerda

No primeiro trimestre do ano, com um Governo apoiado nos partidos da esquerda, registaram-se 105 pré-avisos de greve, o número mais baixo desde, pelo menos, 2012, revelam dados do Ministério do Trabalho.

 

Os dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) mostram que nos primeiros três meses de 2016 foram entregues 105 pré-avisos de greve, contra 348 registados no mesmo período do ano passado, ou seja, menos 70%.

O primeiro trimestre do ano é, aliás, o período em que se registaram menos pré-avisos de greve desde, pelo menos 2012, último ano para o qual há dados disponíveis na DGERT. A verdade é que a diferença deste ano, com um Governo do PS com apoio parlamentar pelos partidos da esquerda, é sensível face aos anos anteriores cujos dados foram disponibilizados, em que o país foi governado pela coligação PSD/CDS e com forte foco em medidas restritivas ligadas ao programa de ajustamento.

Do total de pré-avisos entrados no Ministério do Trabalho, 81 ocorreram fora do Sector Empresarial do Estado e houve sete despachos a decretar serviços mínimos, havendo o registo de nove acordos alcançados.

 

Primeiro trimestre de 2013 foi campeão das greves

A evolução trimestral entre 2012 e 2016 mostra que foi no primeiro trimestre de 2013 que houve mais pré-avisos de greve (448), seguindo-se o mesmo período de 2015 (com 348 pré-avisos), 2012 (294), 2014 (130) e 2016 (105).

Contudo, por ano, os dados revelam que 2012 foi o ano em que entraram no Ministério do Trabalho mais pré-avisos de greve (1.895). Entre as paralisações desse ano esteve a greve geral de 14 de Novembro contra as medidas de austeridade que incluíam cortes salariais na função pública. Segue-se 2013 (1.534), ano em ainda estava em vigor o programa de ajustamento financeiro, que terminou em Maio de 2014.

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