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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

14.Fev.17

Levantamento na Função Pública "incompleto". "Serão mais" os precários

O relatório sobre os vínculos contratuais na Função Pública que poderão configurar situações de precariedade marca um dia de reuniões entre Governo e sindicatos.

É uma segunda-feira de reuniões para Carolina Ferra, secretária de Estado da Administração e do Emprego Público. Sindicatos da função pública reunirão à vez no ministério das Finanças, em Lisboa. A Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) já reuniu com o Executivo e tem crítica apontar.

 

Recorde-se que o Ministério das Finanças identificou 89.406 trabalhadores sem vínculo permanente na Administração Pública Central e empresas públicas. Até março vai quantificar os precários existentes neste universo. O relatório em que olevantamento é feito, no entanto, estará já “incompleto”.

Quem o aponta é o líder da FESAP, José Abrãao, que salientou: “O mês de setembro, para as escolas, para as autarquias, é o mês onde estes números crescem”, afirmou, sugerindo que alguns dos números já estarão por esta altura desatualizados.

“Serão mais do que aqueles que ali estão”, disse ainda, acrescentando também que há questões por acertar e que o mais importante é que estas sejam “negociadas com os sindicato e os trabalhadores”.

Questionado sobre se a reunião e as decisões já tomadas ficaram aquém da expectativas, José Abrãao admite que sim. “Assinámos um compromisso em fevereiro de 2016 para que fosse feito o diagnóstico, o levantamento, e houvesse proposta. Estamos em fevereiro de 2017 e conhecemos um documento que é incompleto, insuficiente”, destacou.

O presidente da FESAP admite ainda que “os trabalhadores da administração pública estão a ficar zangados”.

 

“Ainda há dias fizemos uma greve na área da educação e aquilo que mais ouvimos foi a incompreensão dos trabalhadores para que 25 cêntimos do subsídio da refeição, que pelos vistos vão ser atribuídos em agosto, posam vir a ser tributados para efeitos de Segurança Social e IRS. Ora isto não faz sentido nenhum. É matéria que tem de ser tratada com organizações sindicais”, afirmou.

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