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Polícias municipais em greve para reivindicar a revisão da carreira

por A Formiga, em 28.11.18

É “uma carreira não revista, que tem 10 anos de espera”, explica à Renascença o secretário-geral do sindicato que organiza o protesto.

Centenas de polícias municipais vão encher, esta quarta-feira, algumas ruas de Lisboa. A classe está em greve e marcou uma manifestação que terminará na residência oficial do primeiro-ministro.

Em causa está a própria carreira, que o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública diz não ter qualquer atualização há mais de 10 anos.

“É uma carreira que tem 10 anos de espera no que respeita à sua alteração – uma carreira não revista. E, portanto, é importante que se reveja esta carreira. Não há sequer uma proposta por parte do Governo, pese embora tenham sido abertos processos negociais no que diz respeito a outras carreiras. Dez anos é muito tempo. É uma carreira que tem sido relativamente abandonada”, explica o sindicalista José Abraão

“Basta dizer que um agente, à entrada, ganha 603 euros e leva para casa pouco mais do que 550”, acrescenta.

Por isso, neste dia de greve, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública acredita que participem “mais de mil polícias municipais”, havendo “deslocação de alguns autocarros para Lisboa”. E “depois alguns vão entregar uma carta com os seus problemas no gabinete do senhor primeiro-ministro”.

“Vamos entregar ao Governo as nossas preocupações, pese embora já o tenhamos sensibilizado, nomeadamente o Ministério das Finanças e a senhora secretária de Estado da Administração Pública. E, neste quadro, ou há resposta breve ou esta será a primeira de outras iniciativas para manifestar o descontentamento no que respeita ao seu estatuto, à carreira, às condições de trabalho, à formação profissional, porque está na altura de dizer basta. Isto não faz sentido”, contesta José Abraão.

“O que faz sentido é que o Governo olhe para a polícia municipal, lhe dê competências e crie as condições para que o exercício das suas funções seja feito com a máxima segurança possível”, defende ainda.

A concentração começa no Largo de Santos, antes do almoço.

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