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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

20.Mar.14

Repor salários? "Não descobrimos petróleo entretanto"

A ministra das Finanças disse hoje que não é possível repor os cortes salariais na Função Pública imediatamente.

"A normalidade para os trabalhadores passará por voltar a haver perspectivas de progressão e acabar com os congelamentos para que gradualmente se volte aos níveis de rendimento que existiam", afirmou Maria Luís Albuquerque no Parlamento.

"Não vamos voltar aos níveis de salários e pensões de 2011", disse antes.

A ministra acrescentou que o que interessa é haver um "horizonte de progressão mas não é instantâneo". "Isso não é possível. Não há milagres, não descobrimos petróleo entretanto", justificou.

Maria Luís Albuquerque disse ainda que o Governo tem um compromisso de passar o défice de 4% para 2,5%, de 2014 para 2015, e que a "forma como se faz vai ter um contributo de efeito favorável do crescimento, de medidas de receita e de despesa na dimensão necessária" para respeitar as metas acordadas.

 

Antes, a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Aiveca questionou a ministra das Finanças sobre como seria feita a devolução dos cortes nos salários dos funcionários públicos e nos pensionistas. Mas, além de adiantar que a devolução dos cortes não será imediata, Maria Luís não quis abrir o jogo, argumentando que o Governo está a preparar o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) onde as medidas previstas para 2015 serão "explicitadas de forma muito clara". Aliás, o facto de ainda não ter definido o pacote de austeridade para o próximo ano levou o Executivo a manter inalterado o cenário macroeconómico para 2015. A ministra admitiu que a definição desse pacote terá um "impacto" nas previsões. 

A presença da ministra das Finanças no Parlamento tem sido marcada pela mensagem de que "no dia 18 de Maio não vai acontecer magicamente nada".