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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

23.Mar.15

Requalificação no IPDJ deve ser anulada

Reunião com os Secretários de Estado da AP e do Desporto e Juventude

 

O SINTAP reuniu na passada sexta-feira, 20 de março, com o Secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins, e com o Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Emídio Guerreiro, com o objetivo de parar o anunciado processo de requalificação de 21 efetivos do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ).

 

Há cerca de 3 anos, a fusão do Instituto da Juventude com o Instituto de Desporto resultou na redução de mais de uma centena de postos de trabalho, sendo que os trabalhadores, antes de terem sido colocados na Mobilidade Especial/Requalificação, foram colocados onde havia falta de trabalhadores através dos existentes mecanismos de mobilidade interna entre órgãos e serviços, poupando todos ao negativo e estigmatizante impacto da inatividade, redução salarial e incerteza quanto ao futuro.

 

É por isso difícil aceitar que seja necessário um novo processo de racionalização de efetivos no IPDJ, sem qualquer justificação, sobretudo se tivermos em conta que as previsões de saídas por aposentação e a disponibilidade já demonstrada por muitos trabalhadores de serem colocados noutros órgãos ou serviços através de mecanismos de mobilidade interna tira todo o sentido a qualquer processo de requalificação.

 

Este processo de racionalização de efetivos deve, por isso, ser desde já anulado, até pelas diligências que têm sido desenvolvidas junto de outros serviços, que têm falta de pessoal e aceitam a colocação de trabalhadores oriundos do IPDJ, permitindo assim manter as boas práticas que têm caracterizado a gestão de recursos humanos do Instituto.

 

Aproveitámos ainda a reunião para confrontar o Secretário de Estado da Administração Pública com as dificuldades com que se deparam os Educadores de Infância oriundos da Segurança Social que estão no regime de requalificação sob tutela do INA, aos quais não tem sido permitido concorrer aos postos de trabalho colocados a concurso pelo Ministério da Educação. Não tendo obtido qualquer resposta concreta, o SINTAP voltará a insistir na resolução desta questão.

 

Lisboa, 23 de março de 2015