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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

20.Jan.14

Só um quinto dos excedentários conseguiu emprego permanente no Estado

Dos quase quatro mil trabalhadores que ao longo dos últimos anos passaram pelo sistema de mobilidade especial, houve 699 que conseguiram voltar a trabalhar no Estado de forma permanente

Ao longo dos últimos anos passaram pelo sistema de mobilidade especial ou de requalificação 3.883 funcionários públicos. Destes, 18% conseguiram voltar a trabalhar no Estado de forma permanente, revelam dados oficiais.

 

A questão foi abordada esta sexta-feira pelo novo secretário de Estado da Administração Pública,no Parlamento. José Leite Martins afirmou que desde que o sistema de mobilidade especial foi reformulado houve um número significativo de funcionários que voltaram a trabalhar no Estado.

 

Os dados depois divulgados pelo Ministério das Finanças, em resposta a questões colocadas pelo Negócios, não permitem tirar conclusões exactas sobre o passado mais recente mas fazem um balanço deste regime, que foi criado pela anterior equipa do Governo Sócrates em 2006 e alterado no final do ano passado pelo actual Governo, que reduziu a remuneração paga aos excedentários.

 

Destas quase quatro mil pessoas que foram colocadas no quadro de mobilidade especial, há 1.047 que continuam activas, revelam os dados do INA relativos a esta quinta-feira.

 

O texto refere, aliás, que desde que o novo sistema de requalificação entrou em vigor, no princípio de Dezembro, já houve funcionários colocados no quadro de excedentários.

 

As diferentes equipas do Ministério das Finanças têm dito que o objectivo do sistema é requalificar e recolocar as pessoas, mas os dados revelados revelam que, globalmente, isso só aconteceu numa minoria de casos: apenas 699 funcionários conseguiram voltar a trabalhar com contrato por tempo indeterminado.

 

Mais de mil funcionários considerados excedentários passaram à reforma, 588 pediram licença extraordinária e 370 situações de mobilidade especial foram suspensas, na sua maioria devido a reinícios de funções temporários ou à transição para a situação de licença sem vencimento.