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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

26.Mar.14

Só uma Administração Pública moderna pode garantir “igualdade”

De acordo com o ministro, “a Administração Pública favorece quem tem mais meios, quem tem mais conhecimentos e quanto mais próxima [for dos cidadãos], maior será a igualdade de oportunidades”

O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, disse hoje à Lusa que só uma Administração Pública mais moderna pode garantir “a igualdade de oportunidades” para todos os portugueses.

“Portugal tem um dos Estados mais desiguais da Europa. E só uma Administração Pública mais moderna e mais simplificada é um garante de igualdade de oportunidades para todos os portugueses”, afirmou Poiares Maduro, à margem de uma conferência sobre medidas de combate à burocracia na administração pública, que decorreu na Universidade Católica, em Lisboa.

O governante reforçou o que já havia dito na sua intervenção e admitiu que, “frequentemente, o Estado não reconhece o mérito e só uma Administração Pública mais simples, mais eficiente e mais próxima dos cidadãos, ajuda a eliminar a desigualdade”.

De acordo com o ministro, “a Administração Pública favorece quem tem mais meios, quem tem mais conhecimentos e quanto mais próxima [for dos cidadãos], maior será a igualdade de oportunidades”.

 

A temática das desigualdades foi abordada por Poiares Maduro na sua intervenção e comentada à Lusa pelo membro do Executivo à margem da conferência, um dia depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter revelado que o número de portugueses em risco de pobreza aumentou entre 2011 e 2012, atingindo 18,7% da população, ou seja, quase dois milhões de pessoas, um valor que poderia aumentar para quase 50% se não existissem transferências sociais.

Os dados constam do mais recente Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados hoje e que mostram que em 2012 18,7% da população portuguesa estava em risco de pobreza, mais oito pontos percentuais do que em 2011.

 

“Os portugueses sabem que com a crise gravíssima em que o país se encontrou a partir de 2009, e ainda com o anterior Governo, é natural que sacrifícios fortes tenham sido impostos e sofridos pelos portugueses e foi isso que aconteceu”, afirmou o ministro.

No entanto, e apesar desta subida, Poiares Maduro considerou que “estes dados demonstram também a preocupação do atual Governo de proteger os que menos têm, como é o caso dos pensionistas em risco de pobreza”, um número que, segundo o ministro, “diminuiu” nos últimos dois anos.

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa