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A formiga no carreiro

A formiga no carreiro

28.Nov.14

Trabalhadores do ISS em Greve pela defesa dos postos de trabalho e da Segurança Social Pública

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 4 de dezembro de 2014

 

No seguimento das ações desenvolvidas para impedir que seja concretizado o verdadeiro processo de despedimento coletivo, encapotadamente levado a cabo pelo Governo através do envio de 697 trabalhadores do Instituto da Segurança Social, IP (ISS) para o Regime de Requalificação/Mobilidade Especial, o SINTAP, interpretando a vontade expressa dos trabalhadores do Instituto, num claro e objetivo espírito de unidade na ação, emitiu um pré-aviso de Greve para o próximo dia 4 de dezembro (quinta-feira), englobando todos os serviços do ISS.

 

Assim, no dia 4 de dezembro, os trabalhadores do ISS estarão em Greve pelo Direito ao Trabalho, na defesa da sua dignidade, como forma de luta e de protesto pela eliminação injustificada de 697 postos de trabalho, previstos e ocupados, do mapa de pessoal do Instituto, empurrando para o Regime de Requalificação/Mobilidade Especial trabalhadores indispensáveis para o bom funcionamento dos serviços, na prossecução das diversas atribuições e competências do ISS, tendo em vista a anulação ou revogação deste processo que visa, em rigor, o despedimento, em nome e pela Defesa do Estado Social de Direito e por uma Segurança Social Pública de qualidade, bem como pela oposição à privatização de serviços públicos essenciais no âmbito da Segurança Social.

 

Ao contrário do que tem sido afirmado pelo Ministro Pedro Mota Soares, o SINTAP, os trabalhadores e os cidadãos sabem que não existem trabalhadores a mais no ISS e que todos eles, sem qualquer exeção, têm trabalho, exercendo funções importantes e indispensáveis para que o Estado prossiga os objetivos a que constitucionalmente se encontra obrigado, sobretudo tendo em conta que a sua ação se desenvolve junto dos setores mais desfavorecidos da nossa sociedade, como sejam as crianças em risco, os idosos e os trabalhadores e desempregados com mais baixos recursos.

 

Diminuir a capacidade de resposta da Segurança Social é diminuir a capacidade de resposta do país a alguns dos mais graves problemas que hoje vive: a exclusão social, a pobreza, as dificuldades de acesso a direitos básicos como a educação e a saúde, entre outros.

 

Esta luta vai muito além da luta sindical ou da defesa da subsistência das 697 famílias mais diretamente afetadas pela destrutiva política do Governo. É uma luta de todos nós cidadãos, pela defesa da nossa qualidade de vida e de uma Segurança Social Pública cada vez mais forte e capaz de responder aos exigentes tempos de provação que vivemos.

 

No dia 4 de dezembro, a Segurança Social somos todos nós!

 

Lisboa, 27 de novembro de 2014